PRIVATE EQUITY – O MUNDO DOS GRANDES TUBARÕES DO MERCADO

Olá querido leitor/querida leitora!

Depois de umas merecidas férias, estou de volta para falarmos sobre investimentos e demais tópicos do mundo financeiro. Hoje, vamos nos aprofundar em um assunto ainda pouco discutido para o investidor de varejo, mas que tem se tornado cada vez mais conhecido: o investimento em private equity. Você sempre poderá conferir minhas colunas anteriores aqui do Regra nesse link aqui.

Como você deve ter acompanhado em nossas colunas periódicas, é muito comum existir termos em língua estrangeira para descrever produtos, índices ou outros jargões do mundo dos investimentos. Ainda que eu não possa ter a certeza do porquê, arrisco dizer que isso se deve ao fato do mercado de capitais norte americano ser um dos pioneiros e mais desenvolvidos entre todos; como consequência, importamos muitos desses termos por mera facilidade. O tema de hoje é justamente um desses casos: não existe tradução direta que descreva com profundidade o escopo dos investimentos em private equity. Uma possível adaptação literal poderia ser simplesmente investimento privado, ou ainda capital privado. Mas afinal, no que consiste essa modalidade de investimento?

Justamente por ser um mercado de acesso muito restrito – as cifras mínimas sempre começam na casa de várias dezenas ou centenas de milhares de reais – os detalhes, diferenciais, regramentos e montantes envolvidos em investimentos de private equity no Brasil não são tão claros para o público geral. De maneira muito simplista, investidores dessa modalidade arriscam seu capital aportando em empresas ainda em estágios muito iniciais de desenvolvimento, a exemplo de start-ups, ou negócios que estão buscando crescimento em seus mercados de atuação. Existem ainda capitalistas que arriscam seu dinheiro em empresas passando por situações de desalavancagem ou processos de insolvência – os chamados turnarounds ou situações especiais.

Em colunas passadas, já comentamos da relação direta entre risco e retorno: quanto maior o risco de um investimento dar errado, maior o retorno, e vice-versa. Investir em private equity é considerado um dos maiores riscos no mercado de capitais, já que as empresas de menor porte e start-ups são reconhecidamente aquelas que tem maior chance de falência, se comparado às empresas de maior porte. Por consequência, perdas de 100% do capital investido são uma possibilidade alta para os venture capitalists – outro anglicismo pelo qual esse tipo de investidor pode também ser chamado.

Para tangibilizar um pouco mais esse tema, existem empresas presentes em nosso dia a dia que foram alvos de private equity para atingir seus atuais patamares. Um dos casos mais conhecidos é o banco Nubank, queridinho das novas gerações ávidas por inovação no setor bancário. A instituição levou várias rodadas de injeção de capital privado nos últimos anos que possibilitaram seu crescimento. Outro case um pouco menos conhecido, mas não menos importante, é o da lojas Quero-Quero, varejista do setor de construção e móveis muito presente em cidades do interior da região sul-brasileira. O aumento do seu market share foi propiciado pelo investimento privado do grupo internacional Advent, que finalizou seu ciclo com altíssimo retorno ao vender sua participação durante o IPO da Quero-Quero – hoje negociada na B3 sob o ticker LJQQ3.

E aí, o que achou do tema? Interessante e complexo? Deixe abaixo nos comentários sua opinião!

Até a próxima semana!

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