SERÁ QUE DEVEMOS MESMO SER SEMPRE RACIONAIS?

Em muitas situações em nossas vidas, parece que somos colocados contra a parede em dilemas que nos fazem perguntar se devemos ser racionais ou seguir o que alguns chamam de “intuição”. No ambiente científico tendemos sempre a olhar para o que é lógico, matemático, racional. O próprio empirismo, base da ciência que fazemos hoje, se estabelece sobre a ideia de que é preciso experimentar e observar os resultados.

Que a lógica e a racionalidade têm um lugar muito importante nas tomadas de decisão na maioria dos contextos, isso todo mundo já sabe. Mas o que eu quero trazer para a discussão hoje é, que lugar sobra para o papel da intuição?

Pessoalmente, sempre fui muito racional, tanto que me dei muito bem com a maneira “economista” de enxergar o mundo. Todas as decisões que tomamos, desde que roupa vamos vestir naquele dia ou se primeiro escovaremos os dentes ou tomaremos café passam pelo mesmo filtro que em economia chamamos de análise custo-benefício.

Mesmo que você não perceba, ao acordar cedo você faz um cálculo do custo de levantar naquele horário e o benefício. Se o benefício for menor do que o custo (pode ser que seu trabalho não te penalize caso você trabalhe com banco de horas, mas o benefício de dormir seja não passar o dia com aquela dor de cabeça) você desliga o despertador e volta a dormir. Mas às vezes, você não saberia explicar o benefício ou o custo de determinada decisão, e mesmo assim decide: essa é a intuição.

Em praticamente todas as decisões importantes que tomei na minha vida, havia um componente “irracional” que as pessoas chamam de intuição. Às vezes, sabemos que racionalmente tal decisão não seria a melhor a ser tomada, dadas as circunstâncias, mas ainda assim, parece que existem “motivos não levados em conta” que sugerem o contrário.

Já falamos várias vezes por aqui sobre as tais competências Socioemocionais. A literatura científica a esse respeito discute um pouco de como a neurociência e a psicologia têm dado um papel bem mais importante para o emocional. Isso não significa que a racionalidade e a lógica estão em decadência, pelo contrário. O emocional e o cognitivo são complementares.

Nós seres humanos aprendemos a programar a capacidade cognitiva em máquinas que hoje já conseguem processar informações muito melhores do que nós. Mas o socioemocional como a criatividade, aquela intuição, aquela voz interna ou, para os mais românticos, o que seu coração está dizendo, ainda é uma capacidade que nos diferencia das máquinas.

Particularmente, quero ver os números, o que os dados estão dizendo e tomar uma decisão lógica. Mas nada como uma consultazinha à nossa intuição, para comprovar se o nosso coração está na mesma direção. E você, prefere razão ou coração?

Já ouviu o episódio do Papo do Avesso com o Dabliu?

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