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“PROJETO DE MELIANTE” PODE SER CONVOCADO NA CPI, DIZEM SENADORES SOBRE JAIR RENAN

“PROJETO DE MELIANTE” PODE SER CONVOCADO NA CPI, DIZEM SENADORES SOBRE JAIR RENAN
Foto: Reprodução/Instagram

Os senadores da República, membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, acreditam que pode haver a convocação do filho 04 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Jair Renan.

Para Humberto Costa, a publicação de um vídeo feita por Renan nas redes sociais, onde apresenta um arsenal de armas com os dizeres “aloo CPI”, é uma clara ameaça contra os senadores. Humberto chamou o filho do mandatário de “projeto de meliante” e disse que a CPI vai analisar uma possível convocação de Jair Renan para explicar as ameaças.

Foto: Reprodução Instagram

“Na verdade é um projeto de meliante que está agredindo uma instituição da República”, disse Humberto. O senador Rogério Carvalho também entendeu o vídeo como uma ameaça e disse que a CPI vai analisar quais medidas serão tomadas. “Veja, se alguém diz que tá numa loja de um amigo e apresenta armas como brinquedo e diz ‘alô CPI’, ele tá dizendo o que? ‘Olha o que nós temos para vocês’, ele ameaçou a CPI e isso é crime, tanto previsto na lei que regulamenta, quanto no regimento interno”, disse o senador.

“Sabe o que o cara vende? Arma…Brinquedo”, zombou Renan em vídeo publicado em seu Instagram, se referindo ao armamento como se fosse brinquedo. O vídeo do 04 acontece justamente no momento em que seu nome começa a aparecer na CPI. Jair Renan é amigo pessoal de um dos depoentes da última semana, Marconny Faria, acusado de utilizar de suas amizades para vender cargos no governo federal.

A ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan, chegou a ser convocada a comparecer na CPI. Ana tem relacionamento com Marconny Faria, apontado pelos senadores como participante de esquemas criminosos junto ao Ministério da Saúde. Marconny atuou junto a Precisa Medicamentos para vender o kit de testes de Covid-19, através de, segundo os senadores, fortes indícios de fraudes de licitação. Marconny é amigo pessoal do filho do presidente Bolsonaro com Ana Cristina. Além disso, Marconny tem relações de cunho pessoal com Karina Kufa, advogada de Bolsonaro e Ana.

Os senadores estão em posse de trocas de mensagens que mostram que Marconny atuou através desses relacionamentos para fazer indicações de pessoas a cargos no governo federal. Um dos indicados foi Marcio Roberto Teixeira Nunes, que teve seu currículo entregue por Karina Kufa direto ao chefe do Executivo. Marcos tomou posse como diretor do Instituto Evandro Chagas (IEC), entidade ligada ao Ministério da Saúde, que tem sede em Belém.
O IEC foi alvo, em outubro de 2020, da Operação Parasita, da Polícia Federal (PF), que investigou um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto. Dentre os presos estava Marcio Roberto, acusado de repassar cerca de R$ 300 mil em propinas a outros investigados, justamente para assegurar sua nomeação no IEC.

O esquema teria girado cerca de R$ 1.6 milhões. “Ana Cristina interveio em favor do senhor para indicação de cargos no governo federal?”, perguntou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-RO) a Marconny durante audiência da comissão, mas o depoente optou pelo silêncio. Durante a sessão, o depoente se negou a responder sobre os assuntos envolvendo o IEC, alegando que o caso corre em segredo de justiça. Marconny alega que atua com análise política em Brasília, há trocas de mensagens dele afirmando que estava tendo ajuda de um senador para aprovar a venda dos produtos da Precisa Medicamentos, mas ainda assim, ele afirma que não conhece nenhum parlamentares. Mas, apesar das suspeitas de envolvimento em esquemas criminosos e da aprovação de sua convocação, é improvável que Ana chegue a depor na CPI. Senadores temem que ela utilize do espaço para proteger o presidente Jair Bolsonaro.

Regra dos Terços

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