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PSDB ANUNCIA OPOSIÇÃO A BOLSONARO E DEBATEM SOBRE POSSÍVEL IMPEACHMENT

PSDB ANUNCIA OPOSIÇÃO A BOLSONARO E DEBATEM SOBRE POSSÍVEL IMPEACHMENT
Wilson Dias/Agência Brasil

Depois de uma reunião da Executiva nacional do PSDB, o partido decidiu por unanimidade integrar oposição ao governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). “Por unanimidade PSDB anuncia oposição ao governo Bolsonaro e início da discussão sobre a prática de crimes de responsabilidade pelo presidente da República”, publicou o partido via Twitter. Os tucanos também irão apoiar e integrar a formação de uma frente de oposição a Bolsonaro com centro democrático.   

Sobre o debate de um possível impeachment, o assunto será discutido internamente. Contudo, ainda não há uma oposição oficial do partido a respeito disso, inclusive, alguns deputados do partido defendem que o PSDB não se posicione favoravelmente ao impedimento do presidente.

Wilson Dias/Agência Brasil

Ainda nesta quarta-feira (8), dirigentes de 12 partidos de centro e de esquerda vão se reunir para discutir o impeachment de Bolsonaro. Devem participar Carlos Lupi, do PDT, Roberto Freire, Cidadania. Bruno Araújo, do PSDB, Gilberto Kassab, do PSD, Carlos Siqueira, do PSB, ACM Neto, do DEM, Baleia Rossi, do MDB, Gleisi Hoffmann, do PT, José Luiz Penna, do PV, Luciana Santos, do PCdoB, Paulinho da Força, do Solidariedade, e Juliano Medeiros, do PSOL. A reunião está marcada para às 19 horas.

Lira, porém, tentou colocar panos quentes na situação em seu pronunciamento nesta quarta-feira (8). O deputado garantiu o respeito à Constituição, a realização das eleições e pediu que todos os poderes “voltem ao trabalho”.

“Conversarei com todos e todos os poderes. É hora de dar um basta nesta escalada em um infinito looping negativo. Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual, e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade”, afirmou Lira. 

Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi mais enfático ao comentar os atos antidemocráticos de 7 de setembro. Pacheco defendeu nesta terça-feira (7) “a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito”. “Ao tempo em que se celebra o Dia da Independência, expressão forte da liberdade nacional, não deixemos de compreender a nossa mais evidente dependência de algo que deve unir o Brasil: a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito”, escreveu Pacheco.

O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e um dos alvos preferenciais dos ataques de Bolsonaro, também se manifestou. “Brasil, uma paixão. Brancos, negros e indígenas. Civis e militares. Liberais, conservadores e progressistas. Desde 88, a vontade do povo: Collor, FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro. Eleições livres, limpas e seguras. O amor ao Brasil e à democracia nos une. Sem volta ao passado”, afirmou.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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