PSOL PROTOCOLA REPRESENTAÇÃO NO CONSELHO DE ÉTICA CONTRA LÍDER DO GOVERNO, RICARDO BARROS

Nesta quinta-feira (1), foi apresentado pelo Psol uma representação ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Para o partido, Barros teria desonrado o seu mandato parlamentar de forma grave ao exercer o papel de intermediador político de algumas fases de negociação da vacina Covaxin. Esse papel teria sido exercido em prol de interesses pessoais “e/ou escusos”.

Integrantes do partido usam o depoimento do deputado federal, Luis Miranda (DEM-DF) na CPI da Pandemia, para compor o pedido. Miranda citou Barros como nome indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como responsável dos trâmites do Ministério da Saúde que envolvia a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana.

ricardo barros
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Segundo o pedido, Barros teria abusado das prerrogativas constitucionalmente asseguradas aos representantes do povo, “ao fazer uso abusivo de sua posição de parlamentar líder do Governo para negociar vantagens alheios aos interesses públicos, para si próprio e para a Precisa Medicamentos, empresa intermediária da Covaxin”.

O líder do governo nega as acusações e, de acordo com as investigações, ele teria nomeado a servidora Regina Célia, apontada pelo servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, como a pessoa que teria autorizado a negociação das vacinas, mesmo com os alertas das falhas na fatura com dados de importação e exportação.

Ricardo Barros é esperado na CPI na próxima semana

O deputado federal e líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), vai depor à CPI da Pandemia na próxima quinta-feira (8). O parlamentar está no centro dos escândalos envolvendo irregularidades na compra de vacinas para a Covid-19. A CPI também vai ouvir ao longo dos próximos dias o representante da Precisa Medicamentos, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e o ex-diretor do Departamento de Logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, exonerado nesta quarta-feira (30).

Nesta quinta-feira (1), a CPI vai ouvir o representante da Precisa Medicamentos, empresa investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) e envolvida no escândalo da Covaxin. Na sexta-feira (2), é a vez de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply.

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