RANDOLFE E HEINZE BATEM BOCA NA CPI SOBRE TRATAMENTO PRECOCE

Os senadores Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS) bateram boca na CPI da Pandemia na tarde desta quarta-feira (2). A discussão começou quando Heinze defendia o tratamento precoce e disse que o estado do Amapá teria a menor letalidade do país porque adota esse procedimento. Randolfe, por sua vez, disse que os dados são fraudados.

Heinze se refere ao tratamento com cloroquina, que não tem comprovada eficácia no caso da Covid-19. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apesar disso, defende o procedimento.

Foto: Agência Senado

“O que está sendo feito aqui é uma criminalização de um governo”, disse Heinze. “Aqui a política está acima da ciência, o que não deveria ser. Esquerda e direita tinham que estar juntas. O estado senador Randolfe [Amapá] adota esse procedimento [tratamento precoce] e tem a menor letalidade do país”, disse Heinze.

“O senhor está mentindo, esses dados são falsos, como todos os dados que o senhor está trazendo aqui”, disse Randolfe. O senador afirmou que os dados do governo do Amapá estão fraudados. “O seu enredo todo é uma mentira”, acusou o senador.

Randolfe lembrou que a Agência Pública já desmentiu a fala de Heinze sobre o Amapá. O senador Marcos Rogério sugeriu então que o Amapá forneça os dados corretos para a CPI.

CPI ouve Luana Araújo

A infectologista Luana Araújo está depondo na CPI da Covid-19 nesta quarta-feira (02), e, em menos de 20 minutos de fala, afirmou que as maiores mentes científicas não estão “exatamente disponíveis” para atuar no Ministério da Saúde, do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido).

Segundo Luana, isto ocorre devido a polarização política. Ela chegou a afirmar de que o fato de estar depondo na CPI, por não ter sido aceita na Saúde, corrobora com a tese de polarização.

No último dia 12, Luana Araújo foi anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga, como nova secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, estrutura recém-criada no Ministério da Saúde para centralizar os esforços do combate à pandemia. 

Araújo é médica infectologista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem pós-graduação na Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

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