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Recessão mundial: uma realidade?

Recessão mundial: uma realidade?
Foto: Pexels
Coluna Henrique Costa

Olá querido leitor/querida leitora!

Tudo bem com você? No dia em que escrevo essa coluna, 28/07/2022, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou o resultado do Produto Interno Bruto – PIB – no segundo semestre. E o dado não foi nada bom: 0,9% de queda, caracterizando uma recessão técnica, já que o primeiro semestre do ano também foi de baixa. Seria isso um presságio para uma recessão a nível mundial? É sobre isso que conversaremos hoje. As minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Na última década, o mundo globalizado tem sofrido uma mudança profunda no seu centro de gravidade. Desde o final da década de 90, até a primeira década do século XXI, era inquestionável a liderança econômica, militar e social do Estados Unidos. Seu lugar como potência hegemônica era cristalino, algo que começou a mudar com a ascensão da China como nova incumbente. Entretanto, mesmo com essa nova candidata, os EUA continuam sendo a maior economia mundial até o presente momento.

Por ocupar esse espaço, economistas de todo o globo sempre olham com muita atenção os dados divulgados pelas entidades públicas e privadas daquele país. Ora, o racional é simples: como toda economia do planeta é intimamente ligada, um crescimento norte americano significa, via de regra, um maior crescimento de todos os outros países do globo. O contrário também é verdadeiro: uma contração lá resulta em menores investimentos em outros países, seja na América Latina, Ásia ou Oceania.

Com o dado divulgado no começo desse texto, a recente subida da Fed Funds Rate – o equivalente à nossa taxa Selic para os americanos – a guerra Rússia-Ucrânia, e dados negativos de outras economias desenvolvidas, fica cada vez mais difícil manter o otimismo com os investimentos em além-mar. Paradoxalmente, o Brasil vive um momento econômico bem melhor, com projeção de crescimento do seu PIB para o ano de 2022.

O quanto uma possível recessão econômica mundial irá afetar nosso país – e os seus investimentos – nesse delicado momento da história mundial, é algo a ser estudado com muita cautela pelos economistas e por cada agente econômico, inclusive você leitor/a que está em sua jornada investidora. 

  Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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