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SEGUNDA MARCHA NACIONAL DAS MULHERES INDÍGENAS TEM INÍCIO NESTA TERÇA-FEIRA

SEGUNDA MARCHA NACIONAL DAS MULHERES INDÍGENAS TEM INÍCIO NESTA TERÇA-FEIRA

Nesta terça-feira (7) inicia a 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas, em Brasília. Este ano o tema da marcha é “Mulheres originárias: Reflorestando mentes para a cura da Terra’. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), está prevista a participação de cerca de 4 mil mulheres, com mais de 150 povos, originárias de todos os biomas do Brasil. A marcha vai até o dia 11 de setembro no espaço da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE).

“Estamos em busca da garantia de nossos territórios, das que nos antecederam, para as presentes e futuras gerações, defendendo o meio ambiente, este bem comum que garante nossos modos de vida enquanto humanidade. Para além de mero recurso físico é igualmente morada dos espíritos das florestas, dos animais e das águas da vida com um todo, fonte de nossos conhecimentos ancestrais”, declarou a Apib em postagem nas redes sociais.

Foto: Apib

A terça-feira será dedicada à acolhida das delegações em Brasília, com atividades orientações e testagem para Covid-19. Além disso, a equipe de saúde da Marcha conta com profissionais indígenas de saúde em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), com a Fundação Oswaldo Cruz de Brasília e do Rio de Janeiro (Fiocruz DF e RJ), com o Ambulatório de Saúde Indígena da Universidade de Brasília (Asi/UNB), Secretaria de Saúde do Distrito Federal e com o Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Indígenas manifestam em defesa de suas terras e direitos constitucionais

Cerca de seis mil indígenas de 173 povos e 27 Estados participaram no último dia 25 de uma marcha na Esplanada dos Ministérios para protestar contra a tese do marco temporal, que estava prevista para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A marcha saiu do acampamento Luta pela Vida e seguiu rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), para acompanhar o julgamento do Marco Temporal, que acabou ficando para amanhã, às 14h.

Parlamentares da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas (FPMDDPI) marcaram presença na mobilização histórica. Marcaram presença, a coordenadora geral da Frente, a deputada federal Joenia Wapichana (REDE-RR), e membros da Frente, a deputada Perpétua Almeida( PCdoB-AC), Airton Faleiro (PT-PA), Camilo Capiberibe (PSB-AP), Túlio Gadelha (PDT-PE), Alessandro Molon (PSB-RJ) e o deputado distrital, Leandro Grass (Rede-DF). 

A mobilização indígena é histórica e reafirma a defesa dos direitos originários dos povos indígenas garantidos na Constituição Federal de 1988.

O julgamento no STF impacta diretamente na demarcação de terras indígenas no Brasil. Os ministros vão analisar a ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra os povos Xokleng, Guarani e Kaingang, relativa a uma área pertencente à TI Ibirama-Laklanõ. 

Em 2019, o STF deu status de “repercussão geral” ao processo, o que significa que a decisão sobre ele servirá de diretriz para a gestão federal e todas as instâncias da Justiça no que diz respeito aos procedimentos demarcatórios.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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