SENADORES DESCONFIARAM QUE FLÁVIO BOLSONARO FOI A LAS VEGAS COM DIRETOR DA PRECISA

Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia querem saber quem foi o senador que acompanhou o diretor da Precisa Medicamentos, Danilo Trento, em viagem a Las Vegas, nos Estados Unidos. Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) “é fato” que Flávio Bolsonaro (sem partido) foi quem acompanhou o empresário, acusado de promover fraude em licitação junto ao Ministério da Saúde.

O senador filho do presidente da República foi a cidade da jogatina no mesmo período de Danilo Trento. Flavio viajou com dinheiro do Senado Federal.

FOTO: Pedro França/Agência Senado

A viagem foi autorizada pelo então presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Para Humberto Costa (PT-PE), “Danilo Trento foi tratar de um assunto que tem muita gente interessada neste governo, que é trazer a jogatina americana para o Brasil, que é uma forma boa de fazer lavagem de dinheiro, sonegar imposto e dar espaço para o crime organizado”, disse o senador.

A viagem de Flavio Bolsonaro custou R$ 12,5 mil aos cofres do Senado. Ele esteve no ateliê do artista plástico Romero Britto, e também participou de eventos com executivos de uma empresa de navios turísticos e de hotéis-cassinos, além de ir e a um hotel-cassino e outras localidades.

Precisa Medicamentos é alvo de operação da Polícia Federal

Precisa Medicamentos foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (17). Os agentes cumpriram mandatos de busca e apreensão nas sedes da empresa em Barueri e Itapevi, ambos em São Paulo. A ação começou às 6 horas da manhã. A operação é cumprimento de solicitação realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia.

“A operação destina-se à busca e apreensão de informações relativas ao contrato entre a Precisa Medicamentos e a Empresa Indiana Bharat Biotech, assim como todos os documentos relacionados a este contrato”, informou em nota a comissão. “A CPI buscou de todas as formas obtenção dessas informações junto à Empresa e ao Ministério da Saúde, não obtendo êxito. Devido a isso, se fez necessária a utilização deste instrumento judicial”, concluiu.

A compra da vacina indiana Covaxin entrou na mira da CPI da Pandemia no Senado e do Ministério Público Federal. No dia 26 de junho, o deputado federal Luis Cláudio Miranda (DEM-DF) confirmou em seu depoimento na CPI que teria avisado o presidente Jair Bolsonaro, em março, sobre um esquema de corrupção envolvendo a compra da vacina. 

Ainda segundo ele, o presidente afirmou estar ciente do envolvimento de um deputado da base do governo neste suposto esquema e que tomaria a medida cabível: reportar a denúncia diretamente para o delegado-geral da Polícia Federal, fato que não ocorreu. 

A Covaxin foi a vacina mais cara negociada pelo governo federal, segundo o Tribunal de Contas da União. Cada dose custa R$ 80,70. Isso é quatro vezes mais do valor pago pela dose da vacina AstraZenica, por exemplo.

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