ALEXANDRE DE MORAES PRORROGA INQUÉRITO SOBRE INTERFERÊNCIA DE BOLSONARO NA PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias o inquérito que investiga as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, sobre suposta tentativa do presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal (PF). O inquérito foi aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril de 2020, quando Moro pediu demissão do cargo.

O inquérito gira em torno da tentativa de Bolsonaro de substituir o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, aliado de Moro. Valeixo havia sido superintendente da PF no Paraná durante as investigações da Lava Jato, operação da qual Moro era o juiz responsável.

Foi no âmbito desta investigação que o ex-ministro Celso de Mello, que era relator do caso até se aposentar, tornou público o conteúdo da reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020. Mello também havia decidido que Bolsonaro deveria prestar depoimento no inquérito presencialmente.

O presidente quer prestar seu depoimento no caso por escrito. O Plenário do STF vai decidir no dia 29 de setembro como será o depoimento de Bolsonaro.

Com a aposentadoria de Celso de Mello, o caso foi redistribuído e caiu nas mãos de Alexandre de Moraes. O ministro já havia sido responsável por impedir a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da PF, em outro recurso. Ramagem é amigo da família do presidente e é chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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