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Subi o Morro do Canal com chuva

Subi o Morro do Canal com chuva
Erick Mota subiu o Morro do Canal com chuva

Loucura pouca meu Rivotril primeiro. Depois de subir o Pico Caratuva de sapatênis, por não ter um calçado adequado, dessa vez subi o Morro do Canal de baixo de chuva, porque Deus quis assim. Chegamos lá com o tempo bem nublado e frio, mas sem chuva. Puxa, acordei 5 horas da matina, não dava pra recuar, não é mesmo?

Primeiro vamos para as curiosidades do local, depois falo dos perrengues. O nome Canal tem origens dúbias, pois algumas línguas soltas afirmam que o batismo foi feito porque antigamente existia por ali uma antena de um canal de rádio. Outros, porém, afirmam que o nome tem um significado indígena: “toca dos peixes”. Não sei vocês, mas esse segundo nome me agrada mais. Porém, o jornalista que em mim habita foi buscar em que língua dos povos originários esse nome surgiu, mas aparentemente esse repórter tá de férias, pois nada encontrou – por que choras, diploma?

Mas se buscar a palavra “canal” no Google, rapidamente vai descobrir que o significado é, dentre outras coisas, uma vala por onde corre a água. O que faz sentido, uma vez que por ali existem diversos mananciais e nascentes do Rio Iguaçu.

O Morro do Canal pertence ao Parque Estadual do Pico Marumbi. Com seus 1.369 metros, é a montanha mais próxima de Curitiba e fica no município de Piraquara, no Paraná.

Agora vamos para os perrengues. Logo no início da trilha começou uma garoa fina e eu não havia levado nenhuma jaqueta corta vento, por motivos de não tenho mesmo. Eu não estava disposto a molhar meu moletom do clube italiano de futebol Società Sportiva Calcio Napoli, ou seja, passei frio por burrice e capricho.

A trilha estava repleta de lama e, apesar de bem sinalizada, é cheia de desafios que arrepiam até os pelos daquele lugar que o Sol não bate. Amador que sou, olhei para os paredões com suas cordas e pensei: “por que, Deus, me abandonas-te?”. Mas encarei. No final, achei mais fácil do que imaginava. Foram alguns paredões com cordas, outros com grampos (um ferro que faz tipo uma escadinha), um tombo – sim, óbvio que eu iria cair – frio e, após 1h30, a vitória.

Sem a dignidade pós-queda chegamos no topo e puta merda que frio do demônio. Ainda chovia e ventava como se o lobo mau quisesse destruir meu aquecimento interno. A vista? Zero, nadica de pitibiriba.

Valeu a pena? Muito! Contraditório? Talvez, mas verdadeiro também.

O rolê aconteceu com o pessoal do Jaguaras, sigam eles aqui. E se você quiser acompanhar os bastidores dessas viagens em tempo real, me siga no Instagram, no @erickmotaporai.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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