Para todas as pessoas das quais me afastei

De uns tempos pra cá, minha vida mudou. Não sei bem como, mas desde que percebi isso, passei a olhar os dias com muito mais leveza. Em alguns, é claro, cometo deslizes e me vejo, também, cometendo erros onde não eram pra existir. Mas dizem que aprendemos com os erros, então continuo percorrendo esse caminho tão estranho e prazeroso.

Desde pequena, me esforcei demais em ser alguém, bem como fazer parte de algo. Acredito que consegui, mas infelizmente alguns poréns vieram junto. Tudo bem, é a vida, eu diria para mim mesma há alguns anos. Mas conforme o tempo foi passando, aprendi a usar todos os poréns possíveis de forma que eu também crescesse com aquilo. O que eu não comentei ainda é que cada um desses poréns tem nome, endereço e uma certa relevância no que sou hoje. E isso dói, porque quando menos espero, lá vem algum deles perguntando por que estou assim ou assado.

Espero ter que falar isso apenas uma vez, então lá vai: sim, eu mudei. Na verdade, como a minha vida mudou, eu acabei indo junto. E mudar é bom, certo? Quero dizer, a gente aprende a caminhar com os próprios pés, deixando meio longe aquilo (ou aqueles) que já não te faz tão bem assim. Acabei deixando pelo meio do caminho o que já não conseguia mais carregar. Foram anos de comentários, olhares, julgamentos e likes que eu nunca pedi pra ter. A vida vai muito além das redes sociais – e isso eu só fui perceber depois que caí o mais feio de todos os tombos que já tomei.

Portanto, não me levem a mal e desejem o meu bem. Eu fiz o que achei que seria melhor pra mim. Já cansei de ir de um lado pra outro sem ter a quem recorrer quando tudo dava errado, nem mesmo aqueles que se diziam sempre por ali quando eu precisasse. Então, segui sem isso, sem eles, sem ninguém que não achasse necessário. É como se tirasse de mim camadas de roupa no mais extremo calor. É libertador sentir-se livre de tudo o que te leva pra baixo ou que traz o pior que existe dentro de você. E eu… bom, eu desde sempre só quis ser alguém e ser o meu melhor; mostrar o meu melhor. Foi pra isso que fui criada e é pra isso que quero criar os meus outros futuramente.

Então, ó, pra finalizar: não fiquem tristes porque me afastei, não. Pensem que até mesmo eu, se pudesse, me afastaria de mim. Mas como não dá, sigo sendo a minha melhor companhia na minha melhor versão.

Novo clipe do Simple Plan traz temática emocionante

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Em dias em que a aparência e o preconceito prevalecem, a banda canadense Simple Plan resolveu apostar exatamente no contrário em seu clipe do mais novo single, Perfectly Perfect. A música retrata o amor em sua forma mais pura e simples, sem se importar com raça, sexualidade, classe social ou as tamanhas inseguranças que nos rodeiam.

Há pouco mais de dois meses, no anúncio em que fizeram sobre a escolha do novo single, dois dos integrantes escreveram algumas palavras, em suas contas do instagram, sobre o significado daquilo tudo para eles – tanto como banda quanto como seres humanos:

Nós estamos muito felizes em anunciar que “Perfectly Perfect” será o próximo single oficial de nosso último álbum “Taking One For The Team”! “Perfectly Perfect” é sobre estar apaixonado por alguém e ver beleza em cada parte dele, mesmo que ele não goste dessas partes nele mesmo. As pessoas tendem a focar demais em suas falhas. Quando nós vemos uma foto de nós mesmos nós tendemos a comentar as coisas que odiamos, quando na verdade ninguém as notou, especialmente quando você ama a pessoa. Todas as pequenas “falhas” transformam-se em coisas que fazem você especial e diferente.
A maioria de nós da banda está agora casado ou em um relacionamento longo e essa música foi definitivamente inspirada nisso. Para mim pessoalmente, a música realmente me lembra a minha esposa. Eu sei que ela tem diversas coisas nela que gostaria de mudar, mas são todas essas coisas que a fazem ser quem ela é e eu a amo.
– Pierre

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Novo single!!
#perfectlyperfect #teamSP

Eu realmente gostaria de citar o que o Pierre escreveu sobre a música.
Eu iria acrescentar que eu espero que essa música ajude as pessoas a se sentirem melhores sobre quem elas são. Eu sei que a aparência física pode ser uma grande inseguraça para muitos de nós. Nós escrevemos essa música porque muitas vezes, essas inseguranças e medos não estão enraizados na realidade. Eles são causados por uma percepção distorcida que temos da gente e por conta da maneira que o mundo nos olha. Eu sei disso porque eu lutei com essa mesma coisa todo o tempo, assim como todo mundo. Eu não me importo com quão boa é a aparência de alguém, lá no fundo sempre tem algum erro que o incomoda na forma como aparenta, sobre seu corpo ou como as pessoas irão pensar quando olhares esses erros e os julgarão. Nós criamos todos esses problemas em nossas mentes e nós levamos esse peso todo em volta da gente e isso não é saudável.
Realmente me corta o coração quando fãs me contam que não querem tirar uma foto comigo “porque eles estão parecendo uma merda agora” ou quando eu vejo fotos que os fãs postam com os seus rostos cobertos ou escondidos.
Eu espero que a música consiga ajudar alguns de vocês a se sentirem melhores e a lidarem com todas essas dificuldades que a vida pode trazer. Eu dedico essa música para todos os nossos fãs que vivem com alguns desses tipos de inseguranças diariamente. Nós amamos vocês e nós precisamos que vocês sejam felizes e orgulhosos de quem vocês são. Vocês são #pefectlyperfect [perfeitamente perfeitos] para nós.
– Chuck

Confira abaixo o clipe dos caras:

Simple Plan é uma banda de pop punk formada no ano de 1999 na cidade de Montreal, Quebec (Canadá) e é composta por Pierre Bouvier (vocal), Jeff Stinco (guitarra), Sébastien Lefebvre (guitarra/vocal), David Desrosiers (baixo/vocal) e Chuck Comeau (bateria). Na próxima semana, começa a sua tour sul-americana e o Brasil será contemplado com 4 apresentações: São Paulo (07), Belo Horizonte (08), Rio de Janeiro (09) e Porto Alegre (11). Os ingressos estão à venda e, além do show, você também poderá participar do Pizza Party – um momento após o show que a banda reserva para comer pizza com os fãs, conversar e tirar fotos. Você pode adquirir a sua participação através do site da própria banda.

Quem é o seu verdadeiro amor?

De quantas pessoas você precisa em sua vida das 7 bilhões existentes no mundo? Duas? Três? Dez? Vinte? Pergunta difícil, não? Porém, necessária.

Por natureza, o ser humano é um ser sociável. Por conta de seu íntimo, ele não consegue viver sozinho, precisa sempre estar rodeado por outros seres, sejam eles humanos ou não. Há aqueles que preferem a companhia de um animal, mas há também os mais tradicionais; sim, aqueles que buscam o casamento e a criação de filhos. Não há nada de errado em querer isso, é errado apenas querer algo de uma forma extrema e excessiva.

Existem milhares de pessoas ao nosso redor e, muitas vezes, nos dedicamos demais justamente àquelas que são de menos. Chegamos ao ponto de nos humilharmos apenas para fazer com que aquela pessoa note que nós também existimos. A gente não mede esforços para agradar quem nós gostamos, mas o problema está em quando essa pessoa não retribui esse ato de gostar. Elas sabem que dói quando um sentimento não é recíproco, mas mesmo assim continuam manipulando os seus e brincando com os nossos.

Todo mundo já enfrentou situação semelhante ao menos uma vez na vida. Ou eu estou mentindo? Cada uma das 7 bilhões de pessoas do mundo já esperou por uma resposta que nunca chegou. Essas 7 bilhões de pessoas já esperaram por um sorriso sincero de alguém que nunca soube o que era isso. Elas também tiveram mensagens visualizadas e que nunca mais passaram de dois risquinhos azuis no visor do celular. Elas já quiseram amar e serem amadas de volta. Eu também quis, então que mal há nisso?

O mal, na realidade, está na pequena parcela das 7 bilhões de pessoas que se acham boas demais para aceitarem algo tão “de menos”. Para muitas pessoas dessas 7 bilhões, expressar seus sentimentos não é um ato de coragem, mas sim de fraqueza. Para muitos, amar não é legal, mas brincar com o amor dos outros é. É legal ser diferente, ser mesquinho, ser cruel. É gostoso ver o sofrimento nos olhos de quem nada fez além de dedicar o sentimento mais puro que alguém poderia ter. É bonito ser… feio.

Vivemos em um mundo onde nada mais importa além do próprio umbigo dessas 7 bilhões de pessoas. Vivemos em um mundo com disputa de poder e escassez de bom senso e educação. Um mundo onde se faz guerra em busca de paz. Mundo que se dá tanto e nada se traz.

Para onde se vai todos os sorrisos não dados por medo de serem rejeitados? Eu gostaria de saber também para onde se vai todos os sonhos deixados de lado de uma pessoa que nada mais fez do que dedicar dias e noites da sua vida a alguém que sequer soube reconhecer. Para onde vão as lágrimas que escorrem devido a amores que não passaram de tentativas? Em que canto se esconde a verdadeira razão do existir?

Das 7 bilhões de pessoas, a qual você se doa mais? Para quem você deseja o seu primeiro bom dia? Quem é que está ali, ao seu lado, quando você mais precisa? Quem te conhece tão bem a ponto de trocar a felicidade constante pela sua tristeza momentânea?

Pense bem, quem dessas 7 bilhões de pessoas faria de tudo para te ajudar a alcançar o seu objetivo pessoal? Qual pessoa conhece os seus gostos, jeitos e trejeitos? Quem nunca te deixou na mão? Melhor: quem sempre te apoiou?

No fundo, você sabe quem é essa pessoa. Você sabe quem não dá a mínima se você gosta de pop, rock ou sertanejo. Essa pessoa não se importa com qual música você canta no chuveiro ou com qual sabor de pizza cabuloso você vai querer experimentar dessa vez. Ela não se importa, também, se você vai fazer maratona de Friends ou se resolveu assistir A Culpa é das Estrelas pela décima vez. Ela simplesmente aceita e te acompanha.

E se você ainda não entendeu o que eu quero dizer, tudo bem. É que são poucas pessoas mesmo que se lembram que das 7 bilhões de pessoas uma só é essencial em suas vidas: elas mesmas.


Nota da autora: uma das inspirações para esse texto foi esse trecho abaixo de One Tree Hill.

Pelo menos ele nunca te bateu!

Ele me dava muita atenção, sempre que eu o procurava ele estava lá para me responder, me ouvir, acolher o meu mundo. Mas eu deveria procurá-lo depois das 21h em dias de semana e depois das 22 aos domingos, sábados eram quase nulos, sua vida sempre tão ocupada e a gente não queria expor nada para ninguém, pessoas sabendo geram problemas que nenhum de nós queria- ou saberia- lidar. Da agenda dele eu não conseguia saber muito, porque ele não gostava de possessividade, cada um no seu espaço, eu dava satisfação porque queria, não porque ele me ligaria a noite inteira até saber onde eu estava. Não. Essa última parte era uma brincadeira da parte dele, nada demais. Eu tinha meu espaço, bem demarcado, bem claro. Estava tudo bem. Tudo bem.
Ele era incrível, sabia dos meus horários, das minhas vontades e manias. Me conhecia tão bem, mas tão bem, que antes mesmo de eu pensar em agir ele já estava lá, fazendo por mim. Fui deixando que as minhas necessidades sobre ele crescessem, fui sufocando minhas prioridades pelas que ele tinha e assim fomos ficando cada vez mais íntimos e ele seguiu me estudando inteira, tinha meu manual e sabia como eu reagiria. Provocava algumas das minhas reações, inclusive. Não era manipulação, não, era apenas essa coisa de conhecer tão bem o outro que você pode tirar o que quiser dele, quando quiser. Eu não conseguia fazer o mesmo porque nunca seria tão inteligente, tão boa, tão forte e persuasiva. Jamais seria uma pessoa digna de ter mais do que ele me oferecia, eu nem o merecia para ser sincera. Eu era frágil, fraca e ignorante. E boa parte desses diagnósticos eu tive depois que o conheci, ele mostrou como eu era. Que bom que alguém tão incrível se interessava por mim, eu tão sem graça no mundo e ele lá, querendo me fazer feliz. Estava tudo bem. Tudo bem.
Ele gostava de estar ao meu lado, mas não entre nossos amigos. Me visitava sempre que podia, mas nunca se eu estivesse entre familiares e conhecidos, sempre nos locais que ele aceitasse, que ele quisesse, que ele entendesse… Mas é que ele era meio mimado mesmo, acontece com pessoas que têm o mundo que ele tinha nas mãos. E eu mentia junto, ia junto, ficava feliz- na maior parte do tempo- junto. Dizia que ia dormir na casa das amigas, mesmo que acabasse voltando no meio da madrugada arrependida, bagunçada por dentro e dizendo que fiquei com vontade de dormir na minha cama, quando na verdade ele é quem tinha sentindo essa vontade e ido embora. Não dava pra ficar até o outro dia, nunca dava. Mesmo quando ao invés de conversar comigo ele ficasse horas no celular e eu bebendo a minha cerveja sozinha, vendo a mesa ao lado me olhar com pena: Estava tudo bem. Tudo bem.
Eu reclamava demais, pedia demais, exigia demais e ia até o sumo das feridas. Pense só que eu fiquei irritada porque só queria segurar a mão dele no cinema e ele disse não, “vai que a gente encontra alguém aqui?” Imagine só! Que bobagem a minha! Eu era mesmo muito infantil, queria compromisso, queria afeto tranquilo e explícito, sem julgamentos. Bobagem, a gente sabia da gente, ninguém mais precisava entender. Eu era tão ridícula, que achava que ele deveria ao menos me ligar no meu aniversário, pedi uma foto nossa de presente e ele riu- obviamente- porque era tão tolo pedir algo assim. Imagine só. Eu era mesmo uma mulher muito fácil de ser substituída, nem sei como ele conseguiu ficar 4 anos ao meu lado me mostrando o mundo real, onde as pessoas não precisam se assumir pra provarem que se amam. Só eu não sabia reconhecer que estava tudo bem. Tudo bem.
Ele errava, claro que errava. E quem não erra nessa vida? Quando ele decidia ir embora da nossa história eu entendia, chorava no meu carro sozinha de noite- depois das 21h em dia de semana e depois das 22h aos domingos, nunca no sábado- e entendia, que amores são assim mesmo, machucam às vezes. Ficava os meses seguintes idealizando que ele sofria do outro lado do mundo, porque era amor. Eu sei, tinha aquela parte onde ele dizia diariamente que eu não sabia amar, mas olha, eu tava tentando aprender! Mas daí ele percebia que sem mim ficava difícil e voltava, me pedia perdão, chorava, eu perdoava. Ele ia mudar dali pra frente, ia se dedicar mais, mudar a tal tabela dos horários, ser mais afetivo. E mudava, por um tempo mudava e vinha com as melhores frases de afeto, até segurava a minha mão no cinema- quando a luz apagava e a sessão estivesse vazia- e então, novamente, sozinha. No carro. De noite. Mas estava tudo bem. Tudo bem.
Me diziam que aquilo era abusivo, me deixava submissa, me fazia menor do que o meu real tamanho era. Mas ele nunca me bateu, olha só! Ainda que eu saísse sempre com dores no corpo inteiro, tomasse remédios pra ansiedade e outros problemas psicossomáticos que se desenvolveram por uma relação tão estressante, não era abusivo porque eu nunca apanhei. Ufa! Disseram que eu deveria deixá-lo de lado, seguir em frente porque ele fazia de mim o que queria. Mas ninguém me perguntou se eu não queria aquilo, inclusive, nem eu me perguntei. Mas pelo jeito eu queria, porque mulher burra tem que sofrer mesmo, quem manda não saber escolher por quem se apaixona? Se ferra mesmo querida, não tem nem que chorar. E como eu poderia deixar para trás alguém que esteve o tempo todo ao meu lado nos meus momentos mais importantes? Quer dizer, quase todos, ele tinha os horários dele. Como eu poderia deixá-lo se quando eu o deixava ele chorava tanto, se deprimia, voltava pros remédios? Eu sei que não poder entrar no bar onde ele estava com os amigos parecia injusto, mas eu olhava de longe, fingia que não me machucava, eu também não podia ser tão egoísta de querer ele pra mim o tempo todo. Eu precisava dele, mas ele não precisava tanto assim de mim, e tudo bem!
Não, não era abusivo, era o nosso jeito que era meio torto e funcionava. Nunca fui violentada, não pode ser abusivo se não tem violência. Então eu ficava bem. Tudo bem. Sempre bem.
Pra ele, principalmente.

E você já é você mesmo?

Viver uma vida mecânica, onde o sistema, a população e o núcleo familiar lhe exige muito e lhe retorna pouco ou quase nada. Momentos que só são valorizados se foram brindados com uma boa e velha selfie. Um emprego que lhe é atormentador, mas que lhe garante um bom status e uma poupança inchada. Ser uma pessoa para agradar aos olhos alheios, mesmo que devido a isso lhe seja roubada a paz de se olhar no espelho.

As pessoas vivem dessa maneira, se arrastando pelas ruas, ruindo em si mesmas para serem bem quistas pelo próximo. É como uma casa tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade e que por fora a sua fachada se mantém impecável – para agradar as exigências do Estado – enquanto no seu interior, tudo encontra-se em plena putrefação, destruição e ruínas, afinal, ninguém olha lá dentro, muitas vezes, nem mesmo o seu dono.

Você precisa parar de ser raso, parar de viver de fachada e passar a olhar dentro de si. Como está o seu interior? Você está feliz fazendo o que faz? Vivendo como vive? Ou será que a sua vida é só um rascunho mal feito do que os outros gostariam que você fosse?
#Reflita.

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