Série Mulheres Árabes | # 21 Ahdaf Soueif

Ahdaf Soueif.

Ahdaf Soueif é uma escritora egípcia. É autora de duas coleções de contos – Aisha (1983) e Sandpiper (1996) – e dois romances, In the Eye of the Sun The Map of Love (1999).

Publicou em 2004 um livro de ensaios chamado Mezzaterra. Seu trabalho mais recente é Cairo: My City, Our Revolution (2012), em que traz um relato pessoal da Revolução Egípcia de 2011.

Em entrevista ao site NewStatesman, Soueif respondeu à pergunta “A revolução afetará a ficção árabe?”

No Egito, o romance tem se preocupado com eventos há muito tempo. Nos últimos anos, tivemos romances que foram descrições de distopia – se nada muda, é escuro, um pesadelo. O romance está conectado com a vida, e o que está acontecendo será refletido nele.

Atualmente, Soueif vive entre Londres e Cairo, atuando como comentarista política e escritora para o The Guardian.


Este artigo faz parte da Série Mulheres Árabes, publicações diárias durante o mês de março, com o intuito de contribuir com a visibilidade das diferentes narrativas protagonizadas por mulheres árabes. O projeto é de autoria de Camila Ayouch, colunista do Regra dos Terços e estudante de Letras Português-Árabe na Universidade de São Paulo (USP).

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Série Mulheres Árabes | # 9 Yasmin Helal

Yasmin Helal.

Yasmin Helal é uma empreendedora egípcia, graduada em Sistemas e Engenharia Biomédica pela Universidade do Cairo. Ela também foi jogadora de basquete profissional por 19 anos; recebeu 38 medalhas, foi capitã da Gezira Sporting Club Team e jogou na Seleção Egípcia.

Em 2010, Helal criou a iniciativa Educate Me, um espaço para as crianças desfavorecidas assumirem o controle de sua própria aprendizagem.

Em contraste com um sistema de escola pública, que se concentra na memorização e testes padronizados, usa-se uma abordagem focada no aluno, na qual as crianças são perguntadas o que querem aprender e recebem o apoio necessário para cumprir suas metas educacionais.

Ao encorajar os alunos a assumir a responsabilidade por sua própria realização, incluindo atividades como pesquisa, planejamento de cursos e angariação de fundos, as crianças aprendem a ser mais independentes, criativas e ambiciosas.

Ao assumir a responsabilidade por sua aprendizagem e praticar o hábito de escolha, a motivação interna das crianças para a aprendizagem torna-se o combustível para o seu desenvolvimento, diz Halal.

O Educate Me chama sua abordagem de “aprendizagem democrática”, através da qual as crianças desfrutam do processo e emergem dele mais preparadas para o mercado de trabalho, do que quando ensinadas com os métodos educacionais tradicionais.

O objetivo de Helal é que a iniciativa alcance sustentabilidade financeira, além de promover um impacto social positivo. Por isso, a organização trabalha com alunos de escolas privadas de forma remunerada e em comunidades marginalizadas de forma gratuita.


Este artigo faz parte da Série Mulheres Árabes, publicações diárias durante o mês de março, com o intuito de contribuir com a visibilidade das diferentes narrativas protagonizadas por mulheres árabes. O projeto é de autoria de Camila Ayouch, colunista do Regra dos Terços e estudante de Letras Português-Árabe na Universidade de São Paulo (USP).

Série Mulheres Árabes | # 7 Dana Al Taji

Dana Al Taji.

Dana Al Taji é uma empreendedora egípcia do ramo da moda. Formada em Economia Política, já foi professora e agora é proprietária da Layal, uma linha de abayas criada em 2007. Quando Al Taji decidiu usar abaya em tempo integral, deparou-se com um problema:

Eu não conseguia encontrar algo do meu gosto. Então, eu quis preencher essa lacuna onde as pessoas jovens que têm estilo queriam vestir algo que não era totalmente fora da indústria de moda atual, o que é tendência, o que é elegante e, ao mesmo tempo, modesto e agradável.

Após visitar alguns alfaiates e ouvir suas amigas reclamando dos mesmos problemas, Al Taji começou a criar suas próprias roupas e teve a ideia do negócio. Ela fez protótipos e os exibiu em sua casa. Em seguida, firmou parceria com um alfaiate para costurar as abayas.

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Foto: @layalabaya.

Ela continuou com a criação de abayas customizadas durante 3 anos, até que começou a vender algumas de suas peças nas lojas de seus amigos. Enquanto isso, criou uma página no Facebook com as fotos das abayas.

Além disso, há  bolsas, joias e outros acessórios. Ela consulta revistas de moda para saber o que está em alta e considera quais das cores usadas ela pode integrar às abayas.

Há também um fator de classe no contexto egípcio, que ela está tentando retificar. A abaya é tradicionalmente monótona e associada a classes socioeconômicas mais baixas, mas as mulheres de origens mais privilegiadas também adotaram a vestimenta.

Pensando nisso, seu inventário inclui preços moderados, abayas bonitas e de qualidade, refletindo seu desejo de elevar a percepção em torno de cobrir-se.

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Foto: @layalabaya.

Ela admite que há uma luta quando se é uma mulher empreendedora, mas que isso não é algo exclusivo do Oriente Médio,e sim algo que atinge mulheres de todos os lugares:

Eu acho que as mulheres têm mais a provar do que os homens. É mais fácil para os homens? Não tenho certeza, mas eu sei que algumas mentalidades preferem ouvir um homem do que uma mulher.

Como empresária, Al Taji está preocupada com o aumento de suas responsabilidades, incluindo o pagamento de aluguel e fornecedores, treinamento de funcionários e dar incetivos, monitoramento de quais designs funcionam bem e recolhimento do feedback dos consumidores.

Por enquanto, todo o lucro é reinvestido no negócio. Ela continua a comprar materiais por si mesma e trabalha diretamente com os produtores locais para desenvolver a sua linha de produtos. Outros entraram no ringue e agora ela enfrenta a concorrência de fabricantes de  abaya.

Ao mesmo tempo, seu objetivo de crescer como designer de moda a impulsiona a fazer mais cursos e a lançar novas coleções a cada temporada. Seu sonho seria participar da Dubai Fashion Week:

Você tem que ter uma vantagem. Você tem que brincar com tecidos. Você tem que trazer novos pensamentos a todo o tempo, não ficar com seu material antigo. E você precisa sempre enxergar o que as pessoas precisam.


Este artigo faz parte da Série Mulheres Árabes, publicações diárias durante o mês de março, com o intuito de contribuir com a visibilidade das diferentes narrativas protagonizadas por mulheres árabes. O projeto é de autoria de Camila Ayouch, colunista do Regra dos Terços e estudante de Letras Português-Árabe na Universidade de São Paulo (USP).