Vídeo do Dia | O futuro é feminino ou o quê?

Um futuro feminino não é um futuro no qual a humanidade viverá uma supremacia das mulheres. É um futuro feminista, no sentido de termos todos os mesmos direitos. O ser feminino poderia, num futuro assim, ser vivido em toda sua essência, tanto por homens quanto por mulheres, independente do seu gênero. E falando em gênero, isso seria secundário, uma vez que não é sua sexualidade que te define como indivíduo. Veja o vídeo produzido pela Trip TV.

Está chegando fim do dinheiro de papel

Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei que visa acabar com a circulação de dinheiro em espécie no Brasil. Atualmente, existem três propostas sobre o tema, e dentre os argumentos apresentados, está a possibilidade de melhor fiscalização fiscal, a diminuição de assaltos e o boicote aos carteis de drogas. Veja o vídeo abaixo:

Sobre ansiedades

ansiedade
Oi ansiedade, você já voltou desgraçada?

Sabe esse lance de aproveitar o presente o máximo que pudermos? Ele é sério. Não tem como adivinhar como estará a sua vida nem no próximo verão, quanto mais num futuro distante. É complicado esse negócio de ter que esperar pra viver, ainda mais pra gente que nem eu, hiper banhado em ansiedade. Os ansiosos me entenderão, não é tão simples viver um dia de cada vez. Nós sabemos que assim é melhor, mas sério, não é tão fácil.

Mais de uma vez eu aconselhei ao longo de textos aqui no Regra, coisas do tipo “deixa rolar”, “vai com calma”, “cada coisa no seu tempo”, mas viver isso fora das letras, na vida mesmo, feita com todas as suas nuances entre o amor e a misantropia, é um pouco mais hard.

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A incerteza brota da face da ansiedade que me vigia nesse momento. Ela está aqui agora – quase que esqueço de te contar – sentada na janela do meu apartamento, me olhando com uma cara de dissimulada. A maldita tem olhos vermelhos como sangue, cabelos suaves como o vento e a pele branca como a morte. Ela me olha no fundo da minha alma e não me diz nada. Isso me corrói. O silencio é muito pior do que o não.

A verdade é que se você retribuir o olhar de alma pra alma, e ver a ansiedade nua como é, perceberá que o problema não é que você tem medo do fracasso vindouro, o seu único problema é não saber se ele virá. É meio doentio isso, eu sei. Mas é uma verdade quase que palpável. Mais dolorido do que o sofrimento é a incerteza do sofrer ou não. E é nesse ponto que temos que tomar cuidado, pois se não conseguirmos controlar nossa ansiedade, na tentativa de jogá-la janela abaixo podemos nós mesmos cair em queda livre e arruinarmos um futuro próspero.

Ao respirarmos fundo diante dessa angústia cíclica, vemos a ansiedade se dissipar e a calmaria voltar aos poucos para o nosso lado. Nós – os ansiosos – sofremos demais a cada período de tempo, simplesmente por não saber quando iremos sofrer de novo. Oi ansiedade, você já voltou desgraçada?

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Gosto das lembranças, mas prefiro o momento

O que eu faria se pudesse retornar alguns anos de minha vida? Não sei, talvez eu voltaria para a minha infância, lá pros meus 4 ou 5 anos. Pros 6 não, com 6 anos presenciei a separação dos meus pais. Nenhuma criança merece vivenciar essa experiência e eu juro que não gostaria de vivenciá-la novamente. Mas sim, voltaria aos meus 4 anos, com minha família unida ainda. Naquela época já existia o meu irmão, com 1 ano e pouquinho. Era gorducho, andávamos de lá pra cá. Ele segurando a minha mão, sempre. Eu era tipo o porto seguro dele. Onde eu ia, ele ia atrás. É, eu queria voltar para o meu aniversário de 4 anos, aquele que teve o tema da Branca de Neve. Ou podia ser até o aniversário de 5, ele foi dos Dálmatas. Veja que eu fui uma criança vidrada nos desenhos da Disney. Mas não podia ser diferente, até porque eu tinha grande parte desses desenhos em VHS, ou fita, como gostava de chamar.

Bom, talvez eu quisesse voltar para os meus 9/10 anos também, época em que estudei num dos melhores colégios que já existiram nessa cidade. Sim, existiram. No passado. Ele fechou, infelizmente. Faliu. Quando soube, que aperto no peito. Tive tantos momentos bons lá. Tantas professoras apaixonadas pelo que faziam. Foi lá que tirei a minha primeira nota vermelha da vida. Na 5ª série. 4ª, não me lembro bem. Higiene e Saúde, se não me engano. Quem é que tinha essa matéria no currículo escolar? Pois eu tinha. E tirei vermelha. Mas mesmo assim, eu voltaria sem pensar duas vezes para essa fase. Voltaria só pra dar um beijo em cada profissional que já pisou naquele colégio. Mais ainda: eu voltaria para agradecer a paixão que eles emanavam ao dar uma aula ou um cházinho na coordenação. Não sei, mas talvez tenha sido dessa paixão que criei as minhas próprias. Por ciências. Por matemática. Por português. Pois bem, desde pequena já era indecisa quanto a área que mais gostava para, num futuro, exercê-la profissionalmente. Eu sempre gostei de um pouco de tudo. E não vejo mal algum nisso.

Mas, e se eu voltasse para os meus 13/14 anos? Não foi de todo ruim. Quer dizer, tirando as inseguranças que eu tinha quanto ao mundo e a mim mesma, foi uma fase proveitosa. Conheci vários amigos que trago comigo até hoje, conheci também bandas que considero como minhas favoritas até hoje. Aprendi mais sobre respeitar e ser respeitada. Conheci meus próprios limites e sonhos. E alimentei-os. Cada sonho que tive. O de me formar, de entrar numa faculdade, de ter o meu próprio dinheiro, ir aos shows e conhecer as bandas que tanto admirava, aperfeiçoar a minha escrita – que já naquela época implorava para ser mostrada ao mundo -, ser eu mesma. Já naquela época, inclusive, insistiam em me dizer o que eu devia ou não fazer. As pessoas insistiam em me dizer como eu tinha que ser, o que eu deveria vestir, como deveria me portar. Por um tempo eu até dei bola, mas depois de um tempo não mais. Então cresci.

Fora esses três momentos, eu poderia voltar também pra um outro mais: o de quando conheci a minha banda favorita. Ou talvez no momento em que dei meu primeiro beijo, minha primeira declaração de amor, o primeiro elogio que recebi sobre algo que criei. Naquele que tive o êxtase, ou naquele que me partiram, me deixaram, me abandonaram. Nem só de momentos bons a nossa vida é feita, né? Ao contrário do que eu pensava, tive que encarar coisas cruéis e que jamais imaginei que pudessem existir. Com o passar dos anos, as responsabilidades me encontraram, as contas, o cansaço, a cobrança da sociedade em você ser extremamente bom naquilo que decidiu fazer. Mas também fui encontrada pelo apoio, pela força, pelas palavras de carinho de cada um daqueles que conheci há anos e que permanecem aqui até hoje.

A vida me encontrou, os desafios são constantes, os dias não são fáceis, mas se eu tivesse que realmente escolher um ano para voltar e revisitar o passado, muito provavelmente eu pediria para que, mesmo assim, permanecesse no presente. Não por não querer reviver momentos, mas sim por achar que no passado fica o que já foi e no presente se encontram as novas oportunidades de um futuro tão bom quanto – ou até melhor – o passado foi.