Novo clipe do Simple Plan traz temática emocionante

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Em dias em que a aparência e o preconceito prevalecem, a banda canadense Simple Plan resolveu apostar exatamente no contrário em seu clipe do mais novo single, Perfectly Perfect. A música retrata o amor em sua forma mais pura e simples, sem se importar com raça, sexualidade, classe social ou as tamanhas inseguranças que nos rodeiam.

Há pouco mais de dois meses, no anúncio em que fizeram sobre a escolha do novo single, dois dos integrantes escreveram algumas palavras, em suas contas do instagram, sobre o significado daquilo tudo para eles – tanto como banda quanto como seres humanos:

Nós estamos muito felizes em anunciar que “Perfectly Perfect” será o próximo single oficial de nosso último álbum “Taking One For The Team”! “Perfectly Perfect” é sobre estar apaixonado por alguém e ver beleza em cada parte dele, mesmo que ele não goste dessas partes nele mesmo. As pessoas tendem a focar demais em suas falhas. Quando nós vemos uma foto de nós mesmos nós tendemos a comentar as coisas que odiamos, quando na verdade ninguém as notou, especialmente quando você ama a pessoa. Todas as pequenas “falhas” transformam-se em coisas que fazem você especial e diferente.
A maioria de nós da banda está agora casado ou em um relacionamento longo e essa música foi definitivamente inspirada nisso. Para mim pessoalmente, a música realmente me lembra a minha esposa. Eu sei que ela tem diversas coisas nela que gostaria de mudar, mas são todas essas coisas que a fazem ser quem ela é e eu a amo.
– Pierre

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Novo single!!
#perfectlyperfect #teamSP

Eu realmente gostaria de citar o que o Pierre escreveu sobre a música.
Eu iria acrescentar que eu espero que essa música ajude as pessoas a se sentirem melhores sobre quem elas são. Eu sei que a aparência física pode ser uma grande inseguraça para muitos de nós. Nós escrevemos essa música porque muitas vezes, essas inseguranças e medos não estão enraizados na realidade. Eles são causados por uma percepção distorcida que temos da gente e por conta da maneira que o mundo nos olha. Eu sei disso porque eu lutei com essa mesma coisa todo o tempo, assim como todo mundo. Eu não me importo com quão boa é a aparência de alguém, lá no fundo sempre tem algum erro que o incomoda na forma como aparenta, sobre seu corpo ou como as pessoas irão pensar quando olhares esses erros e os julgarão. Nós criamos todos esses problemas em nossas mentes e nós levamos esse peso todo em volta da gente e isso não é saudável.
Realmente me corta o coração quando fãs me contam que não querem tirar uma foto comigo “porque eles estão parecendo uma merda agora” ou quando eu vejo fotos que os fãs postam com os seus rostos cobertos ou escondidos.
Eu espero que a música consiga ajudar alguns de vocês a se sentirem melhores e a lidarem com todas essas dificuldades que a vida pode trazer. Eu dedico essa música para todos os nossos fãs que vivem com alguns desses tipos de inseguranças diariamente. Nós amamos vocês e nós precisamos que vocês sejam felizes e orgulhosos de quem vocês são. Vocês são #pefectlyperfect [perfeitamente perfeitos] para nós.
– Chuck

Confira abaixo o clipe dos caras:

Simple Plan é uma banda de pop punk formada no ano de 1999 na cidade de Montreal, Quebec (Canadá) e é composta por Pierre Bouvier (vocal), Jeff Stinco (guitarra), Sébastien Lefebvre (guitarra/vocal), David Desrosiers (baixo/vocal) e Chuck Comeau (bateria). Na próxima semana, começa a sua tour sul-americana e o Brasil será contemplado com 4 apresentações: São Paulo (07), Belo Horizonte (08), Rio de Janeiro (09) e Porto Alegre (11). Os ingressos estão à venda e, além do show, você também poderá participar do Pizza Party – um momento após o show que a banda reserva para comer pizza com os fãs, conversar e tirar fotos. Você pode adquirir a sua participação através do site da própria banda.

A dura realidade onde sempre precisamos ser fortes

Eu nunca tive medo do escuro. Nem da noite, nem da luz apagada. Não, eu nunca tive. Tive medo de altura, da morte, do mal, mas do escuro não. Nunca entendi o fato da ausência de claridade perturbar tanto alguém, talvez seja por não conseguir ver o que está ali logo adiante. Eu não entendia o porquê de ter que deixar a luz acesa ao dormir, eu não entendia o real motivo daquele medo todo. Insegurança, não sei. Na verdade, nunca soube.
 
Eu nunca tive medo de andar na rua a noite. Tive medo das pessoas que estavam na mesma rua que eu, mas isso era independente do horário. Eu nunca tive medo de bichos como barata ou aranha, mas tive da lagartixa que pode muito bem andar com seu corpo gélido sobre o meu. Eu nunca entendi direito a situação em que você deixa de lado o que mais te atormenta para simplesmente seguir em frente.
 
Nunca tive escolhas permanentes, sempre mudei muito de opinião. O que é bom pra mim hoje, pode não ser amanhã. E tá tudo bem, né? A vida é feita de mudanças. Mudanças constantes. Mudanças bruscas. Mudanças traumáticas.
 
Eu nunca entendi qual era a do trauma, até finalmente possuir um. O trauma do amor, o trauma de ser dependente de alguém. O trauma de não ser suficiente ou até mesmo o trauma de não existir mais. A gente. Nada é eterno, mas a vontade de fazer com que tudo seja é sim. Queremos ser lembrados, queremos ser reconhecidos. E disso eu sempre tive medo, de não conseguir fazer valer a pena, de não ser lembrada da maneira como gostaria.
 
Eu nunca tive medo de um dia não conseguir realizar os meus sonhos, pois no fundo sabia que iria realizá-los sim. Um a um. Um beijo, uma amizade, um show. Eu nunca tive medo de sair por aí e tentar a sorte nesse mundo tão louco que criaram. Eu até já saí, quebrei a cara, gastei dinheiro. Eu nunca tive vontade de fazer o que os outros gostariam. Casar, ter filhos, morrer junto.
 
Eu nunca tive uma relação de mãe-pai, sempre foi ela aqui e ele lá. Eu nunca entendi por que o amor acaba. Eu nunca soube o que dizer quando alguém vinha dizer que não estava bem. Eu também não estou. Aliás, alguém está?
 
Eu nunca pensei em passar por situações assim. Nunca sequer imaginei que existissem pessoas tão ruins a ponto de tirarem a minha privacidade. O meu sossego. A segurança. Eu nunca tive medo de enfrentar desafios difíceis. Mas desse eu tive. Eu to quase desistindo. Até porque eu nunca tive medo, também, de desistir.
 
Só não desisto agora porque é aquela história: alguém tem que trabalhar para que os outros tenham o que roubar.