Regra Indica | 5 livros para surpreender o seu 2018

Durante todo o ano de 2017 fiz questão de anotar os livros que lia, só para fazer um balanço de quantos conseguiria ler no total. Foram 40 livros – dentre eles ficção, não-ficção, romances, de crônicas ou contos, sobre publicidade ou teoria da literatura, e por aí vai. O legal de ter feito isso é que percebi que saí um pouco da minha zona de conforto e, consequentemente, conheci um pouco mais de outros gêneros e também me surpreendi com a quantidade de material bom que há entre os escritores de nosso país.

O grande “culpado” por tudo isso foi o curso de Letras Português que comecei a cursar nesse mesmo ano. Não tinha como o cenário ser diferente, certo? Por causa dos meus professores, pude ter contato com autores que antes nunca tive interesse, além de, a cada leitura, ser um pouquinho mais crítica com ela. Tudo isso me amadureceu como leitora e apreciadora da literatura.

Diante disso, separei os 5 melhores livros que li no último ano (em minha opinião, que fique bem claro) e espero que vocês deem uma chance a cada um deles – ou, pelo menos, um deles. Vamos lá?

1 – Índice Médio de Felicidade (David Machado, 2013)

Numa escala de 0 a 10, o quão satisfeito você se sente com a sua vida? A vida de Daniel é nota 8, mas ele se vê obrigado a refazer esses cálculos estranhos e subjetivos quando uma grave crise atinge Portugal e começa a demolir seus planos. Desempregado, longe da mulher e dos filhos, vendo os amigos em situações difíceis e toda uma nova geração ameaçada, Daniel tem seu otimismo colocado à prova. A cada revés, à medida que seu índice médio de felicidade cai, uma força inexplicável dentro de si só parece aumentar. Na sua jornada para recuperar a esperança na felicidade, ele percebe que poderá desistir de tudo, menos de ajudar aqueles que ama. (Google Books)

* Clique aqui e leia a resenha que fiz sobre o livro.

2 – Gota D’Água (Chico Buarque e Paulo Pontes, 1975)

Versão brasileira de Medeia, Chico Buarque e Paulo Pontes se reuniram para revitalizar o texto de Eurípedes, escrito quase meio milênio antes de Cristo, submetendo-o uma injeção de nossa realidade urbana. Medeia é uma história de reis e feiticeiros. Gota D’Água é uma história de pobres e macumbeiros. Medeia é Joana, mulher madura, sofrida, moradora de um conjunto habitacional. Jasão aqui é Jasão mesmo, ainda jovem, vigoroso, sambista que desponta para o sucesso com uma música chamada “Gota D’Água”. Creonte também conserva o nome, e na nossa peça é o todo-poderoso do local, dono das casas, muito rico, o poder corruptor por excelência. A filha de Creonte é Alma, mocinha de veleidades pequeno-burguesas. A aia de Medeia é Corina, amiga e confidente de Joana, que enquanto lavam roupa vão desenrolando o fio da história. (Google Books)

3 – Olhai os Lírios do Campo (Érico Veríssimo, 1938)

Eugênio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Sensível, comovente, Olhai os Lírios do Campo é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida. (Google Books)

4 – Detetive à Deriva (Luís Henrique Pellanda, 2016)

Nas crônicas de Detetive à Deriva, as belas estranhezas do dia a dia – como uma família de urubus nas alturas de um prédio, um par de botas abandonado, um solitário bebê chinês na calçada e um enigmático rastro de pétalas – estabelecem a relação entre o flâneur e o investigador, entre os observadores da poesia cotidiana e os autores policiais. Fugindo da tendência atual de transformar o espaço da crônica na imprensa em tribuna de opinião, Luís Henrique Pellanda, grande renovador e um dos principais autores contemporâneos do gênero, inspira-se nas ruas e nas janelas de sua Curitiba. Em pistas que só o cronista vê, o mistério das coisas pequenas se revela ao leitor com a leveza e o encanto de uma história bem contada. (Google Books)

5 – Ele Tem o Sopro do Diabo nos Pulmões (Marcelo Amado, 2016)

Lá de cima, da caravela que passa, aquele é apenas um lugar estranho, distinto. Mas é ali embaixo que as almas banidas devem ficar eternamente presas nas terríveis Gotas de Âmbar. No entanto, algo se mostra muito errado quando um homem consegue burlar o seu destino. E, ao se envolver com uma misteriosa mulher, tentará escapar desse mundo abissal. Depois, um jovem se tornará o maestro do espetáculo circense mais horrível da Terra. Uma figura enigmática em busca do melhor – ou pior – para o seu espetáculo perfeito, doentio. O romance de horror Ele Tem o Sopro do Diabo nos Pulmões apresenta o grotesco e o sobrenatural que transitam por uma atmosfera carregada de gore, insanidades e um toque de steampunk. Bem-vindo ao maior espetáculo de horrores já visto! Bem-vindo ao Cirque Le Monde Bizarre! Mas tome cuidado para não ser a próxima vítima das insanidades do… leal Tissot. (Amazon)


Espero que vocês apreciem cada leitura dessas assim como eu apreciei. Bom 2018! 😉

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Caso desista dos seus sonhos, você estará desistindo de você

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“(…) deveria deixar anotado por aí tudo o que sonho, já que anoto todos os pensamentos que me vem à mente.”

A vida é cheia de sonhos. Digo isso porque ela é feita por eles, com-ple-ta-men-te. Não importa se você soltar um “a minha não”, porque eu não acredito. Não tenho nem como acreditar, entende? A vida não seria vida se os sonhos não existissem. As nossas vidas não seriam nossas se nós não insistíssemos em algo. Sabe, aquela vontade de viajar, de ter o próprio carro, de sair da casa dos pais, essas coisas? Então, tudo sonho. E sonho que não é sonhado, é sonho não realizado. E disso eu quero distância, por favor.

Eu sempre gostei de coisas que “crianças normais” (normais?) ou da geração Y normalmente não gostavam – tipo livros. Sempre gostei desse mundo literário, em que eu podia conhecer diversos mundos através das páginas ou criar tantos outros através de outras. Eu sempre tive a chave para a resposta em minhas mãos desde… sempre. E só agora, vinteanosebolinha depois, descobri qual é o meu verdadeiro sonho. Às vezes me pergunto por que demorei tanto para perceber o óbvio. Mas às vezes eu só agradeço por ter percebido isso mesmo.

Aos 17 anos, pessoa nenhuma sabe o que quer fazer da vida – tirando, é claro, aqueles que já nasceram com o dom e meudeus preciso passar em medicina. Fora esses, acho muito difícil mais alguém ter tamanha certeza – mas eu posso estar enganada também. Pois bem, eu me encaixo perfeitamente naquele aglomerado de gente que se pergunta todo santo dia o que é que está fazendo com a sua vida. Sério, queria não fazer parte dessas pessoas, mas eu também sou uma e sou passível de erros. Certo?

A minha vida é cheia de sonhos e, eu não conto, mas aposto que a cada dia eu tenho um novo para acrescentar na lista mental que faço. Erro meu, eu sei, deveria deixar anotado por aí tudo o que sonho, já que anoto todos os pensamentos que me vem à mente. Mas, veja, nem sempre um forte desejo se encontra escondido dentro do íntimo, às vezes é preciso calma e paciência para descobrir o que é que está realmente faltando. Olhe por mim, eu levei praticamente um ano para conseguir compreender toda aquela paixão que pairava sobre minha cabeça e levei mais outro pra tentar me convencer de que era aquilo mesmo que eu não só queria, mas também precisava. E aí, me dediquei, dei a cara à tapa, avisei a todos que iria e fui.

Não me apeguei aos comentários, muito menos às palavras que não eram de motivação. Gente que vai querer derrubar tudo o que você construiu até aqui vai ter aos montes, mas mantenha-se focado naquilo que você quer conquistar. Eu, por exemplo, me mantive nas palavras. Supri delas toda a força que consegui, transformando tudo em outras tantas que precisava externizar. E tudo, no fim, acabou dando certo. Tão certo que passarei os próximos 4 anos rodeada de palavras prontas para serem (des)construídas em diversas outras – assim mesmo, do jeitinho que eu sempre gostei e aprendi a amar.

Regra Indica | 5 sugestões de livros para ler durante o ano

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Como boa amante de livros que sou, tenho aquela famosa listinha dos meus preferidos da vida. Pelo fato de estarmos no início do ano, resolvi compilar os 5 mais especiais que já li até hoje – e que possuem uma grande importância na minha vida literária – e deixá-los aqui como sugestão para você também apreciar as grandes obras que são.

Coloque como meta individual ler um ou dois desses 5. Ou, se quiser encarar o desafio, por que não todos eles? Garanto que você não irá se arrepender, além de adquirir ensinamentos belíssimos com eles. E aí, topa?

1 – O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry, 1943)

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O primeiro livro dessa lista não tinha como ser outro, já que esse é, de longe, o meu livro favorito. Talvez seja por conta de ser um dos meus primeiros contatos com a literatura, após as fábulas e contos da Bíblia, mas talvez seja também por conta da história que o livro traz. Não me lembro bem a idade que tinha quando o li pela primeira vez, mas posso chutar uns 8 ou 9 anos – e é claro que, naquela idade, eu encarei a história apenas como uma sobre um principezinho que vem de outro planeta para o nosso e que tem uma jiboia que come um elefante, essas coisas. Mas, com o passar dos anos, e com as releituras que fiz, ensinamentos preciosos vieram de encontro a mim, como aquele da famosa frase “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Esse, sim, é um livro que poderia ser obrigatório nas escolas, pois possui uma linguagem simples, mas é de uma profundidade indescritível.

2 – A Droga da Obediência (Pedro Bandeira, 1984)

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Quando eu tive a oportunidade de estudar em um colégio particular (num longínquo 2001), tive a oportunidade, também, de estar sempre dentro de uma biblioteca, lugar recheado de livros para a idade que tinha na época – incríveis 8 anos. Além da biblioteca do colégio em que estudei, comecei a frequentar também a Biblioteca Pública do Paraná, não só por ter acesso a conteúdos de pesquisas escolares, mas também por aquele lugar trazer inúmeras possibilidades de leituras diferentes das que estava habituada até então. E uma das que trago com muito carinho desde essa fase é a saga d’Os Karas, história criada por Pedro Bandeira.

Em “A Droga da Obediência”, Bandeira traz a história de cinco estudantes – Miguel, Crânio, Magrí, Calu e Chumbinho -, um grupo de “detetives” que são incubidos de desvendar o mistério de uma droga internacional que está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo. Nesse livro, e em todos os outros da saga, Os Karas tem importância fundamental na hora de desvendar mistérios esquisitos que acontecem em seu cotidiano. Afinal, é assim que Os Karas são: o avesso dos coroas, o contrário dos caretas!

* A saga completa é composta, ainda, pelos livros: Pântano de Sangue (1987), Anjo da Morte (1988), A Droga do Amor (1994), Droga de Americana! (1999), A Droga da Amizade (2014).

3 – Harry Potter e a Pedra Filosofal (J. K. Rowling, 1997)

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Fã assumida de Harry Potter que sou, não podia deixar de indicar a leitura do clássico da saga, certo? Acredito que a maioria das pessoas já conhece a história do bruxo mais queridinho dos últimos tempos, mas não custa nada repetir: Harry é filho de dois grandes bruxos, porém fica órfão ainda quando bebê. Por conta disso, ele é criado por seus tios – que são trouxas (não-bruxos) -, mas, em seu aniversário de 11 anos, recebe uma visita inusitada do guardião das chaves de Hogwarts (uma das escolas de magia e bruxaria mais importantes do mundo), Hagrid, e descobre que, na verdade, é um bruxo.

A história desse primeiro livro da saga introduz a nós os primeiros passos do bruxinho no mundo da magia, bem como o início de sua amizade com Rony e Hermione, dois importantes personagens não só para essa história, mas também para todas as outras. Para quem gosta de uma boa literatura fantástica, essa saga é um prato cheio de aventuras e sentimentos.

* A saga completa é composta, ainda, pelos livros: Harry Potter e a Câmara Secreta (1998), Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (1999), Harry Potter e o Cálice de Fogo (2000), Harry Potter e a Ordem da Fênix (2003), Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2005), Harry Potter e as Relíquias da Morte (2007). Mais recentemente (2016), foi lançado o livro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, roteiro de uma peça teatral cuja história se passa 19 anos depois do término do último romance.

4 – A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak, 2005)

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Eu não sei de onde vem a minha paixão por histórias sobre a Alemanha nazista, sejam elas literárias ou cinematográficas, e eu até tentei descobrir isso nesse outro texto que escrevi aqui no Regra. O meu primeiro contato com essa temática foi com esse livro icônico de Zusak, que é narrado pela Morte e conta a história da menina Liesel. Como descreve o título, Liesel realmente rouba livros, sendo o primeiro deles o “O Manual do Coveiro”, livro que o coveiro que enterrou o seu irmão mais novo deixou cair sem perceber. Como não sabia ler, pede ajuda ao seu pai adotivo, Hans, que a ensina a junção das letras no porão de sua casa. Com o decorrer da trama, ela se aventura cada vez mais nesses roubos, aprendendo sempre alguma coisa com as suas leituras.

Meu carinho por essa obra vem de algum tempo já, pois ela não é apenas uma história, mas sim uma história que mostra a realidade de uma criança querendo ir muito mais além da guerra que assolava o seu país. E nem preciso comentar como ficou meu emocional quando fiquei sabendo da adaptação da história para o cinema, né? Então ótimo. ♥

5 – A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón, 2001)

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Zafón conseguiu despertar em mim uma grande paixão com a saga que tem início nesse livro. A aclamada história d’O Cemitério dos Livros Esquecidos se passa em Barcelona, no ano de 1945, e começa narrando que Daniel Sempere está completando 11 anos e, por conta de não conseguir lembrar-se do rosto de sua mãe, é levado pelo seu pai até um misterioso lugar localizado no coração da cidade – o tal do cemitério de livros que nada mais é do que um depósito de obras esquecidas. Dentre várias presentes, Daniel depara-se com um exemplar de “A Sombra do Vento”, de Julián Carax, e fica fascinado com ele. Ao tentar ir atrás de mais informações sobre obra e autor, descobre que poucas pessoas os conhecem, além de perceber que há alguém que está queimando todos os exemplares do livro em questão.

Pra quem é fã de suspense e aventura, essa é uma história completa que, além de tudo isso, traz um enredo num cenário misterioso e que aborda o encanto que os livros trazem à nossa vida.

* A saga completa é composta, ainda, pelos livros: O Jogo do Anjo (2008), O Prisioneiro do Céu (2011), O Labirinto dos Espíritos (2016).


Bom, essas são as 5 obras literárias fundamentais que me fizeram ser o que sou e a gostar do que gosto. Espero que vocês gostem de cada uma delas, caso as leiam. E se você quiser compartilhar as suas obras preferidas, deixe aqui nos comentários! Quem sabe nós não temos algo em comum, hum?! 😉