Jovem negro quase é baleado por pedir informação

Um jovem negro de apenas 14 anos se atrasou para ir para a escola, ao perder o ônibus resolveu que iria a pé. No caminho, parou em uma casa para pedir informação e o resultado? Quase morreu baleado.

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Que tiro foi esse viado?

Jornalista é uma merda. Toda vez que nos reunimos lá surge logo aquele velho assunto [leia com a voz assustadora]: P O L Í T I C A! E olha o Lula vindo…. Olha o Bolsomito  indo [desculpa a referência antiga e sem vergonha]. E quando surge o nome do “político mais honesto do Brasil” [pausa dramática com olhar sério e debochado]  começam as teorias da conspiração.

Alguns acreditam que o conservadorismo vai tomar conta e que puta, preto e  viado vai tudo morrer. Já eu acredito  no contrário… O conservadorismo pode até tomar conta, mas uma vez que a população saiu do armário não há candidato conservador que segure.

Olhe a história recente, Jango no poder ameaçando atender aos clamores popular. Teve-se o golpe militar e vinte e um anos depois, lá estava a população podendo votar. Incluindo os pobres e analfabetos.

Ou seja, os conservadores podem até tomar o poder. Torturar, matar e  amedrontar uma parcela da população. Mas parar o avanço da  humanidade? O avanço dos direitos individuais? O avanço democrático daqueles que querem ter suas vozes representadas? Isso não, jamais.

A população homoafetiva do país está demonstrando cada dia mais que está com a artilharia montada para exigir de vez o seu lugar. As  mulheres estão assumindo não apenas os postos de trabalho, mas os lugares de destaque nas ruas. Os negros estão se fortalecendo e impondo respeito nos debates públicos.

E como forma desesperada de impedir esse avanço os conservadores levantam muros. Alguns em forma de  texto, outros de candidatos. Mas meu amigo é bom reforçar esses muros aí, pois o tiro que está vindo do lado de cá está um arraso.

O Sangue, Suor e Lágrima de Max Souza

Max Souza lança Sangue, Suor e Lágrimas Parte 2 (Foto | Lucas Santos)

Protagonismo negro. Igualdade racial e social. Transformação da nação. Luta de classes. Não ao racismo. Genocídio negro! Se fosse nomear todos os gritos de socorro e luta que ecoam dentro de nós quando ouvimos a música Sangue, Suor e Lágrimas Parte 2, do rapper Max Souza faltariam adjetivos.

O músico é de Contagem, região metropolitano de BH e tem impactado o Brasil com seu rap forte e repleto de poesia. No seu primeiro single Sangue, Suor e Lágrimas, Max Souza retratou o genocídio e a marginalização da juventude negra. A força da canção o levou a tornar-se um dos cinco finalistas do “Festival Sons da Rua”, no qual concorreu com novos talentos do rap nacional de todo o Brasil e foi selecionado para realizar um grande show na Arena Corinthians, em São Paulo/SP, dividindo o palco com grandes nomes do rap atual, como Emicida, Criolo e Marechal.

Alem disto Max Souza atua também como produtor cultural e é idealizador e produtor da festa “Bronx 73 –Voltando às Raízes” que ocorre a 2 anos na cidade de Contagem com produção independente.

No último sábado Max lançou a música Sangue, Suor e Lágrimas Parte 2,  que visa homenagear o legado e a memoria de Martin Luther King.  Coloque o fone de ouvido e aumente o som!


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Clubes podem pagar até R$155 mil por racismo nos estádios

Hoje foi publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro a lei que prevê punições a clubes de futebol por atos de racismo cometidos em estádios do estado carioca por torcedores ou membros. O governador Luiz Fernando Pezão, assinou o texto na última sexta.

O texto prevê que os clubes podem receber multas que podem chegar a R$155 mil. Isso acontecerá caso os clubes não ajudem a identificar os agressores em casos de racismo, ou que não adotem providências que ajudem na apuração da identificação.

Os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo Estadual de Combate ao Racismo.

Mulheres Guerreiras 11 | Ruth de Souza

Imagina você nascer mulher negra em 1921 e ter dentro de você uma alma inquieta, dessas que só artista sabe como é ter. Numa época em que não existiam atores negros. O negro no teatro brasileiro era sempre aquela figura caricata, atrapalhada, coitadinha, escrava e pior, tudo isso era interpretado por pessoas brancas pintadas de negras.

Até que em 1945 Ruth Pinto de Souza, mais conhecida como Ruth de Souza ousou pisar nos palcos e abrir alas para que o seu povo batesse de frente com a cultura que estava estabelecida. Ela foi a primeira negra a se apresentar no Teatro Municipal do Rio, na peça “O Imperador Jones”. E em 1969 foi a primeira negra a ser protagonista de uma novela, “A cabana do pai Tomás”.

Ela teve passagem pela TV Tupi, Record, TV Elxcelsior e em 1968 entrou na TV Globo para atuar na novela “Passo dos Ventos” e fincar seus pés por ali, onde ela atuou em mais de 20 dramaturgias. Ela atuou também em mais de 30 filmes, entre eles Sinhá Moça.

Ruth quebrou tabus, mudou paradigmas e transformou para sempre a dramaturgia brasileira.

Fontes | viaviavia

Governo do Paraná surpreende ao lançar campanha contra racismo

capturarO Governo do Paraná mandou muito bem na sua última campanha de conscientização. Ele lançou um vídeo na sua página do Facebook para divulgar a semana da consciência negra. Acontece que o vídeo foi tão bem bolado que em apenas 8h já atingiu mais de 3 milhões de visualizações.

O material funciona assim, oito profissionais de RH foram chamados para duas salas, metade em cada. Foi apresentado para um dos grupos imagens de pessoas brancas em situações do dia a dia: correndo, vendo uma roupa, limpando um móvel, ou apenas parado olhando pra câmera. Diante de cada imagem eles foram questionados sobre o que as pessoas estavam fazendo, os profissionais responderam que estava comprando uma roupa, ou limpando sua casa, cortando sua grama – ele não tem cara de empregado, alegou um dos profissionais – ou mesmo atrasado para o trabalho (responderam para o homem que estava correndo).

O chocante acontece quando o outro grupo de profissionais se depara com as mesmas imagens, só que posadas por pessoas negras. Quem corta a grama da casa é chamado de jardineiro, o homem negro de terno é tido como segurança de shopping – o homem branco vestindo a mesma roupa foi estimado como executivo. A mulher que limpa a casa é a diarista. A menina que está com o spray na mão é chamada de pichadora, enquanto a menina branca que segurava a mesma lata foi tida como grafiteira – grafite não é crime, é arte – argumentou uma profissional quando “acusou” a menina branca de ser grafiteira. O homem negro correndo é bandido fugindo.

No final do vídeo é apresentado diversos dados que comprovam que o racismo constitucional existe e que é crime! Junto com esse material foi lançado o site Contra Racismo, que faz parte da campanha.

Confira o vídeo logo abaixo e principalmente, se conscientize!

Gostaria de falar com o hipócrita, classicista, racista e homofóbico por favor

Me permita generalizar, se você se ofender com o que aqui for dito, cuidado(!) a carapuça pode estar servindo. Vou te questionar diretamente, colocando o dedo na sua cara. Se não for o seu caso, me desculpa, “liguei errado”, mas por favor, “transfira a ligação”. Continue reading “Gostaria de falar com o hipócrita, classicista, racista e homofóbico por favor”