sobre seguir em frente

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Sobre Traumas

traumas é uma palavra grega que significa ferida. são fatos imprevisíveis e indesejáveis que, de forma violenta, nos atingem e produzem alguma forma de lesão ou dano, dor do tipo crônica ou sentimentos embaralhados e atitudes controversas, que levam a questionamentos sem respostas. no trauma não há semântica, há suposições e a continuidade de um processo chamado vida.

mas está tudo bem. você pode ir em frente. mesmo com traumas. carregá-los tornar-vos-á uma pessoa melhor. não há orgulho a ser perdido. pelo contrário. traumas ensinam para quem sobrevive. a vida merece continuar. e ir de encontro com um novo começo. afinal, a vida é uma roda e a roda nunca para de girar.

nesses meus poucos anos de vida, posso dizer que tenho a experiência de recomeçar de novo e de novo, todos os dias, sem medo de dizer que falhei, que fiz escolhas erradas. já engoli em seco o orgulho, a dor, a vergonha. eu sobrevivi e continuei em frente. não estou aqui bancando o hipócrita. também reconheço meus defeitos. tenho eles aos montes. e desconfio que esses ultrapassam as minhas qualidades. mas no final das contas, todos sabemos que são elas, as qualidades, que pesam mais na balança.

então, eu luto todos os dias com o meu leão, as vezes até com mais de um. tenho traumas que ainda guardo para mim, sem reservar o direito de outros saberem. eu sigo em frente. não me vitimizo, essa não é uma opção que me cabe. faço-me forte diariamente com dozes exageradas de coragem para esquecer destes traumas. a dor é minha e embora todos possam compreender, ninguém nunca, jamais, vai poder entender o quão doloroso pode ser olhar para trás e lembrar. nunca ninguém vai entender até isso acontecer com você.

mas esta é a pior parte: lembrar, lembrar dói; e por isso eu sigo em frente;

O mundo no qual vivemos

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(Foto | Erick Reis)

O mundo no qual vivemos é rodeado de incertezas, de profundas ilusões e de muita agonia. Desde o nosso nascimento somos submergidos nesses sentimentos incertos que nos afogam e sugam nossas energias. Somos crianças, com todas as infantilidades que a maturidade nos traz somos incapazes de preservar a coragem, e assim, como em um ato infantil, afastamos todo e qualquer resquício de perigo que afete o nosso ego.

Dessa maneira nos tornamos loucos, débeis quanto ao nosso sentimento.  A insanidade habita o peito dos viventes, de todos os habitantes desse planeta insano. Nesse mundo habita os loucos, todos aqui são débeis, essa é a verdade e ninguém escapa dela. Os loucos estão soltos e ainda há aqueles que vivem encarcerados nos manicômios.  Uns dão vozes a sua insensatez, outros letras, ainda que mudos todos falam, mesmo que pra si mesmo as suas esquizofrênizes.

Todo o tormento vivido gera sequelas, mazelas e vielas de dor, sofrimento e desilusão. Uns vivem nos pátios dos sentimentos rasos, outros nas casas da ilusão, e por mais que nem todos habitem, seja no amanhecer ou no esplendor lunar, passamos pelas vielas da dor. Existem pessoas que abafam suas sequelas nos travesseiros, uns que o fazem nas ruas e outros, de tanto retê-las, abafam no caixão. Os que encontram na arte sua válvula de escape, o faz por saber que tudo aquilo que não é dito toma vida, vive em forma de morte, e entra em putrefação dentro de nós.

O caminho do homem é a luta pela felicidade, alguns a acham na morte e outros nas vitrines. A futilidade reina, ela é soberana sob os loucos incapazes de lutar contra sua vivencia fútil. A sociedade é cruel, pois é feita de humanos e esses por natureza são desprezíveis.

O amor seria a solução para o caos, mas como solucionar aquilo que falta no peito alheio? Eu escrevo para não morrer, e só não morro por não mais poder este ato exercer, sendo assim resta-me amar. Mesmo em meio a crueldade, a insensatez e a maledicência. Resta-me amar, a deus, sendo esse eu mesmo.

Coluna Traços | Arte in self

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Bendita seja a criatividade! O que seriamos sem ela? O que a arte seria? A vontade de trazer o novo será sempre maior do que  manter a realidade existente.Nós quem colocamos os limites, e o infinito pensar é regra. A criatividade não  possui uma caixa padrão para todos,  leva o nome de quem a criou, e cria referenciais.

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Coluna Traços | Pense antes de rir

 

Arte de colocar o sarcasmo, a sátira e a critica direta, em  pequenos espaços, geralmente em três pequenas colunas em preto e branco, têm o poder de alcançar um grande leque de  reflexões e é capaz de chocar seus leitores e trazê-los à realidade do seu cotidiano. As charges inseridas em jornais, possuem um papel de canalizador de idéias e pensamentos diários, muitos  confundem como um fragmento do humor, porém, elas alcançam proporções mais elevadas, além de arrancarem um meio sorriso.

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