É possível ser feliz em meio as tempestades

Tempestade no mar interno

É difícil se sentir em paz. Encontrar o seu lugar no mundo. Olhar pra dentro e ver a si mesmo de maneira a contentar-se com a imagem que ali está. Eu sei que é, te entendo. A mente muitas vezes trabalha a mil por hora, não permitindo que encontremos a paz, a calmaria que nossa alma tanto clama. Tô sabendo que é foda. Mas se tem algo que também sei, é que encontrar em si a base para respirar tranquilo e ficar em paz com a imagem que vê em frente ao reflexo interno da alma é possível. Continue reading “Tempestade no mar interno”

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A vida é uma piada

É tudo engraçado. A dor que a gente sente, o café que tomamos, o pão na chapa que queimou, até mesmo o que deixamos de fazer na noite anterior. Nada é pra ser levado tão a sério, pra quê? Não se estresse, coloca um sorriso no rosto, finge que está tudo bem. E mesmo que não dê, finge mais uma vez. Ninguém se interessa pela história do outro, é tudo baboseira, lero-lero.

Se estiver apaixonado, ou qualquer dos outros derivados, esqueça. O mundo não pertence mais aos românticos, você estará sozinho no meio de pessoas turbulentas, que debocham de tudo por medo de se arriscarem. Ei, não fique assim, eu estava só brincando. Será que tudo tem que ser realmente assim? Seja leve, deixe os outros pra lá – eu já disse que ninguém se importa com quem você é.

Não sinta nada, finja demência, que não é contigo. Os dias estão cada vez mais caóticos, as pessoas tornaram-se protagonistas da própria desgraça. Mas não se esqueça que tudo podia ser pior, jamais se esqueça. Acordou de ressaca? Agradeça. Brigou com quem se gosta? Agradeça. Alguém se foi dessa pra melhor? Agradeça também, pelo visto é assim que tudo funciona. Aliás, de nada adianta você tentar se não agradecer, tá?

Olha lá fulano, já está casado. E você?, quando vai? Responda que nunca, que ninguém se importa. Responda que pessoas como você não têm vez no mundo, que ninguém quer alguém que se preocupe, que pergunte se está tudo bem. Diga que você é diferente, que já entendeu que as coisas não acontecem como você sempre imaginou. Fala que você já aceitou se entregar para o que não gosta só pra ver os outros com sorrisos falsos estampados bem no meio da cara, fingindo que estão felizes por você.

Aparentemente, tudo é motivo para a felicidade alheia – inclusive se ela for composta por tristezas de sua parte. Porque você não aguenta fingir por tanto tempo, você no fundo não aceita metade do que te impõe. Você até tenta ser como o molde que a sociedade cria, mas você vai além, você transborda, você se desdobra pra estar exatamente no lugar em que deveria estar: no peito de alguém que te quer bem também.

(mas isso não existe, porque a vida é uma piada)

A gente se sabota para se aturar

Cigarro, bebida, balada, música deprê ou literatura Cada um tem seus meios de sabotagem Auto-tortura ou maneira de expulsar sua dor Dê o nome que você quiser, mas a verdade é que cada um tem seus meios de aguentar Mesmo que isso faça doer mais Sangrar mais

É preciso ter uma válvula de escape, mesmo que ela seja dolorida Mesmo que cause mal Mesmo que só piore tudo Mas é uma maneira que temos para não pôr um ponto final no peso da vida

Pessoas que dizem que são felizes o tempo todo, satisfeitas e completas ou mentem pra si, ou eu as odeio Não da Não consigo conviver com pessoas assim Prefiro os intensos Prefiro aqueles que sentem em demasia Aqueles reais, os que sangram

A vida é pesada Existem momentos em que estamos mais fortes e aguentamos os trancos Mas geralmente a vida pesa mais do que podemos suportar E é aí que corremos para o flagelo nosso de cada dia A forca nossa de cada dia

O pão nem sempre saceia a fome O vinho nem sempre mata a sede E como viver com isso? Não me venha com o papinho de que tem gente que queria estar onde estou Isso não me ajuda a melhorar, só me mostra que a vida pode ser ainda mais cruel do que se apresenta atualmente

O que está acontecendo? Você pode me perguntar Sou eu que estou acontecendo Meus pensamentos E o peso disso ninguém pode medir No mais vou seguindo Agradeço e sorrio Corto minha alma enquanto transito entre vocês

Continuo sem o ponto final, so não sei até quando

Nem tudo precisa ser tão horrível assim

É horrível, né? É horrível não se sentir parte de algo. Eu, pelo menos, não me sinto. É como se tudo fosse desconhecido pela minha mente e corpo. Quando me dou conta, já estou vagando sem rumo, sem o sorriso que sempre fiz questão de estampar em meu rosto. Não há mais porquê. Não me vejo mais fazendo coisas que antes fazia tão naturalmente. E é horrível. É horrível porque mesmo com tão pouco tempo, as coisas tornaram-se obsoletas e dispensáveis de uma hora para outra. Não era pra ser assim, você havia me prometido que tudo iria mudar. Mas não mudou – e talvez nunca vá mudar.

Eu entendo que certas coisas não são para serem mesmo. A gente inventa realidades inexistentes na mente só pelo prazer de ali presenciar um final feliz. Finais felizes são raros e, quando acontecem, acontecem porque um grande esforço esteve envolvido. E você nunca se esforçou o suficiente. Mal sabia qual era meu maior medo ou o pior dos meus segredos. Tudo era motivo pra brincadeira, pra deboche. E é horrível esse tipo de coisa, porque você não se sente confortável em expor o seu lado, em se despir e se expor da maneira mais verdadeira que existe. Eu sempre fui verdadeira, talvez seja essa parte que fez você me acusar de ser alguém horrível também.

Preste atenção: eu sou quem eu deveria ser. Independentemente se isso soa horrível ou não, eu sei muito bem quem eu sou e quem eu poderia ter sido. Entende o tamanho da diferença disso? Eu poderia ser bem pior, é sério. Eu só não segui um caminho mais escuro, porque pouco antes disso acontecer, eu encontrei uma luz, de certa forma. Não vem ao caso agora como ela era ou de que forma surgiu. Eu só quero que você entenda de uma vez por todas que eu sou assim porque é exatamente assim que eu quero ser. Eu choro vendo trailer de filme, eu fico com um sorriso de canto estupidamente bobo quando vejo um detalhe que se sobressai a todo o resto. E a parte horrível disso é que você não instiga nada disso em mim. Eu achei que seria diferente esse lance que há entre a gente, mas não… Tudo tornou-se ridiculamente igual a tudo o que já vinha vivendo. E eu não quero isso, entende?

Eu não quero ter que me privar de rir do que acho engraçado ou deixar de derramar algumas lágrimas só pelo simples fato disso me fazer fraca. Ninguém é fraco apenas por demonstrar ser um ser humano, muito pelo contrário. Ser humano é um do atos mais corajosos que podem ser mostrados ao mundo nos dias atuais. As pessoas têm medo de se expor, elas têm medo da vida real. Guess what?, eu também tenho! Eu sei, eu já falei isso aqui. Mas percebe que horrível seria quem não tivesse? A vida tá aí, batendo em nossa porta, implorando para ser vivida. Eu to tentando, juro que to. Às vezes algumas coisas saem de controle, mas isso é normal. Algumas outras dão errado – e é exatamente nessas horas que me dá vontade de te acordar pra realidade e dizer algo do tipo ei, vamos juntar dois errados pra montar um certo? Tudo bem ter medo, eu também tenho, junta os dois medos também. Vai que no final dá tudo certo, né?

Quer dizer, nem tudo precisa ser tão horrível assim.
precisa?

Passos

Bem que dizem que as coisas acontecem quando menos esperamos, não é? Pois bem, sou prova viva disso. Não estava esperando nem um terço do que está acontecendo atualmente em minha vida, tanto é que cheguei até a me assustar quando me deparei com tanta coisa boa rolando. Não, não estou reclamando, é só que quando tá tudo bem, eu desconfio – assim como grande parte das pessoas. A gente não tá acostumado a receber coisas positivas, tanto é que dá-se um jeito de eliminar qualquer resquício de positividade só pra ficar “tudo normal”. Mas o que é o normal? O que pode ser considerado como normal? Atitudes tão fracas assim não podem, então o que?

Quando pouca coisa acontece, já tenho vontade de dividir com todo o mundo. Não que seja errado, mas sei que também não é o certo, pois quantas vezes alguém já desdenhou do que você tanto quis um dia? Eu já tive tanta gente agourando minhas vontades, meus desejos, meus sonhos. Não devia ser tão complicado assim querer compartilhar de momentos bons, mas vaiquenãodácerto. Né? Vai que alguém bota olho gordo, que não entende nada do que você quer fazer. Já me julgaram tanto, não estou disposta a ter que enfrentar dedos na cara outra vez. Me deixa viver, deixa eu curtir. Será que é pedir demais?

Vida que segue, dias melhores também existem. Dentre tantos escuros, uma luz há de surgir. Tenho plena convicção do que estou fazendo, espero que alguém nesse mundo tenha também. A batalha é árdua, não é a toa que estou aqui. Faço tudo da melhor maneira possível, acrescentando amor a tudo o que já saiu de mim. Talvez nem todo mundo entenda o que de fato acontece dentro do meu peito, mas poucas pessoas entendem e isso já basta. Basta porque não devo nada a ninguém, basta porque não é preciso compreender algo a fundo para se padecer e praticar a empatia. Aliás, quem é que em dias de caos ainda pratica a preocupação para com o outro? Certas coisas deveriam existir até no inexistente.

Eu não quero ser mais do que já sou. Aprendi a conviver com os meus erros, a aceitar meus defeitos. Ninguém é feito apenas de qualidades e, por mais que eu tenha várias, ainda sim não sobressaem por tudo o que já fiz, o que já planejei. Eu espero que apenas dias melhores venham, na certeza de que eles existem pra todos. Eu não sou diferente dos outros, sei que meu espaço está garantido em algum lugar escondido no mundo. Buracos também são feitos pra gente se encontrar – e não apenas cair. Até onde eu puder chegar, sigo caindo pra depois me levantar.

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Os papéis do dia a dia

A cada dia que passa, temos diversos papéis para exercer na vida. Em um, sou mulher, que trabalha, que passa por perrengues de diversos tipos, que acredita, que batalha e sonha. Já em outro, volto a ser menina, que chora, que grita, que não consegue entender o motivo de tudo dar certo para todos menos para ela. Em outro, ainda, sou filha, que tem medo, que não vê motivo pra sair de casa, que quer abraçar o mundo mas sabe que a mãe vai brigar com ela por conta dessa vontade. São diferentes papéis protagonizados por uma mesma pessoa – que, no caso, sou eu mesma.

Somos protagonistas de nossas próprias vidas. Às vezes é complicado assumir isso, mas, sim, nós somos. Então, nessa lógica, tudo o que der errado – ou sair fora da curva que estamos acostumados – é, de certa forma, culpa nossa. Não digo aqui que devemos assumir todas as culpas que nos são impostas, não é isso. Até porque tem culpas que nem são nossas, então não tem porquê assumi-las também. Mas preste atenção em tudo o que você diz e faz. Você é realmente aquilo que quer ser? Será que não está se precipitando em alguns momentos e assumindo ações que nem suas são? É bem importante saber separar a simpatia do amor próprio. O segundo sempre vem antes do primeiro, ok?

Muito do que fazemos não acontece do jeito que esperamos. Há fatos que surgem sem percebermos e há aqueles que não surgem por não querermos. Não tem como ter tudo o que se deseja. É preciso assumir um papel diferente por dia pra tentar chegar onde sempre quis. Eu sou daquelas que sempre quer mais; que não se contenta com pouco. Volta e meia me vejo analisando momentos que passaram e que sei que deveriam ter acontecido exatamente daquele jeito. Não há controvérsias quando se diz que é do passado que se traz as melhores glórias, pois é bem isso que acontece. Só se está nas condições atuais por conta do que já passou. E quanta coisa passou, foram tantas que não tem nem como descrevê-las de maneira certeira. Cada uma delas com uma protagonista diferente, cada uma delas com um eu diferente.

Eu sou composta por vários eus. Cada um protagonista de uma história diferente. Histórias que não se repetem, que custam a apagar. Eu não quero que se apaguem, cada papel principal que exerci foi de grande importância para o meu crescimento. Cada tombo que levei, também. São com os tombos que aprendemos a levantar sozinhos e a dar o melhor de nós mesmos nos dias posteriores. Não é sempre que os dias estarão ensolarados, não são em todos que vamos esboçar o melhor de nossos sorrisos. Mas é sempre importante lembrar que cada papel foi fundamental para traçar a história que chamamos de nossa.

Nada mais importa além do que queremos. Nada mais importa além da nossa própria história. Nada mais importa além do nosso protagonismo. O nosso próprio protagonismo da nossa própria vida.

Reviravoltas

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Seria muito mais fácil você ter me dito a verdade, não acha? Sei lá, chegar com um papo de que esqueceu do compromisso que você mesmo marcou é um tanto quanto perturbador. Era só dizer que não dava mais, que não queria, qualquer coisa, sabe? Já que pretendia inventar algum tipo de desculpa, que inventasse algo convincente, porque essa que você arranjou não deu pra engolir.

A gente tava indo tão bem, por que mudar tudo agora? Será que só eu percebi o quanto poderia ir pra frente? Eu realmente estou sem saber o que pensar, tua janela nem aparece mais nos recentes daquele aplicativo de conversas – o que me impede, de certa maneira, de tentar compreender o que se passa com você.

Você é complicado, impôs barreiras antes mesmo de eu dizer que não tem problema em possui-las. Só que, veja bem, a sua persistência em algo que não é tão bom assim foi tão grande que me vi perdida em um mundo que não era o meu. Eu gosto do meu mundo, sabe? Digo, do meu novo mundo. Eu já estive por muito tempo em um lugar bem parecido com esse em que você está agora, acho que foi por perceber que ele só me deixava cada vez mais mal que resolvi sair de lá. Queria que você soubesse que tem um lugar bem melhor te esperando, mas você jamais conseguirá chegar lá se não der o primeiro passo. E me dói perceber que você parece que gosta de estar com as mãos e os pés amarrados, acreditando fielmente que nada mais pode ser feito. Saiba que pode, ok? Basta você querer.

Depois de tanto viver sobre um mar de marasmos, percebi que nada mudaria se eu não mudasse também. A partir do momento em que coloquei isso na cabeça, muita coisa começou a acontecer. E coisas boas! Por isso insisto em dizer que ainda há tempo para você. Não se faça de desentendido, você sabe muito bem do que estou falando. Por tudo o que você me disse, de cara soube que o futuro que lhe espera é grandioso. Mas ele nunca irá existir se você não fazer com que ele aconteça. É sério, me escuta. Você não tem sonhos? Porque se você disser que não, me desculpe, porque eu não vou acreditar. Viver uma vida sem sonhos é o mesmo que viver à deriva da realidade. É viver sem propósito, viver esperando a morte chegar.

Não faça isso com você mesmo. Empolgue-se com algo, faça os seus dias valerem a pena. Não seja apenas mais um desacreditado; mais um no poço das desilusões. A vida às vezes pode ser uma merda mesmo, mas às vezes ela até que é legal. Lembre-se disso.

Eu não sei o que estou fazendo com a minha vida

“A gente nunca pode se acostumar com algo e achar que está tudo bem.”

Nem você e nem eu, acredite. Que atire a primeira pedra quem nunca teve essa frase rondando a sua cabeça. É praticamente impossível, já que pensamentos, de tão involuntários que são, simplesmente aparecem e tornam-se inevitáveis. É quase um mantra que faz com que ele permaneça conosco e nos impeça de fazer qualquer coisa que tenhamos vontade. E por quê? Por que nós nos deixamos nos levar por simples pensamentos? Não são nem fatos concretos, apenas suposições que nunca vamos saber se vai dar certo ou não se não tentarmos. É complicado isso, mas não é tão difícil de colocar em prática não.

Veja bem, só nessa última semana eu fiz uma lista mental de tudo o que já fiz nesses últimos dois anos. Foram poucas coisas na visão de alguns, mas para mim, protagonista de minha própria vida, foram muitas coisas; grandes coisas. E se parar para realmente analisar uma por uma, com certeza eu jamais imaginaria que fosse capaz daquilo. E eu fui. E se eu fui, qualquer um pode, certo? E mais: se eu fiz tudo o que já fiz, eu posso muito mais. São apenas fatos concretos, não mais suposições que um dia tanto questionei. A concretização de algo é de um sabor inigualável. É praticamente um sabor de vitória; de saber que você pode tudo o que quiser. Ninguém é melhor do que ninguém. E eu… bom, eu to é bem longe de ser parâmetro pra alguém.

Estamos em 2017, ano em que consegui riscar mais um sonho da minha pequena grande lista: a faculdade de Letras. Mas, antes dele, eu tive vários outros – riscados, devo frisar. Supérfluos até podem ser, mas não menos importantes dos outros que vejo por aí em outras pessoas. Por exemplo: em 2015, um ano de muitas mudanças e decisivo perante alguns aspectos emocionais, me vi aceitando um emprego que ficava a duas horas de distância de casa. Um emprego em que precisei levantar antes do sol nascer para chegar no horário. Um emprego que me ensinou muito, não só profissionalmente, mas que também me mostrou que sou capaz de cumprir com o que me comprometi. De início, eu precisava daquele emprego para me estabelecer na profissão de publicitária, é claro, mas eu também queria algo a mais: uma pós-graduação de luxo, digamos assim, para estudar cultura. Quem é que em pleno século XXI estuda cultura, né? Bobagem! Pra eles (seja lá quem eles fossem), não pra mim. Eu tinha direito a bolsa de 30%, eu queria aquilo, queria me desafiar e desafiar as minhas finanças. Desafiei. Custei, mas consegui. Uns perrengues sempre apareciam, normal, como a falta de dinheiro pra almoçar na faculdade no sábado. Acontece, mas consegui. TCC aprovado com nota máxima, lágrimas de felicidades e amizades que levarei para a vida. Valeu a pena, né?

Ainda em 2015, em paralelo com a rotina doida do trabalho mais o estudo, me vi produzindo eventos. Oi?, sim, é isso mesmo. Tirei dinheiro do meu bolso, tive prejuízos que nem gosto de lembrar, frustrações que trago ainda comigo, mas nada do que fiz me traz arrependimento. E isso é bom, porque eu conheci tanta gente do bem, tanta gente que ainda está comigo. Conheci artistas que eu admirava e que hoje eu posso chamar de amigos, quem sabe. Daqueles que eu colocava num patamar acima do meu e, quando percebia, já estava tomando uma cerveja com eles, contando sobre a minha vida. Doido, não? Foram quatro eventos entre maio e outubro de 2015, quatro eventos do qual me orgulho demais. E aí, no ano seguinte, eu até quis continuar insistindo nisso, mas vi que não ia dar, sabe? Como eu mesma me convenci, preferi ganhar dinheiro.

Ok, 2016, ano de mais mudanças, mais sonhos riscados na listinha. Trabalhei bastante, cresci profissionalmente de um jeito que nem eu mesma acreditei. Fiz coisas que jamais achei que ia fazer, tipo viajar e conhecer um pouquinho melhor algumas dessas inúmeras cidades do Brasil. Fui elogiada, aprendi a me valorizar, a ver o lado bom de tudo e aí, quando já tava naquelas de agora vai, um baque. Não foi. A gente nunca pode se acostumar com algo e achar que está tudo bem. Porque a vida é cíclica e ela vai te jogar uns desafios novos, como a minha me jogou.

E eu to falando tudo isso pra que mesmo? Sei lá, talvez pra mostrar pra quem ler, tipo você, que você pode fazer as coisas. Você é capaz de lutar pelos seus sonhos; de concretizar cada um deles. E tudo bem não dar certo de primeira, porque às vezes não dá mesmo. O que não dá pra fazer é desistir. Por que se você desistir, o que é que vai te fazer feliz?

ps: e entenda que não mencionei quem, mas sim o que mesmo, pois como já diria Fall Out Boy, você é aquilo que você ama e não quem te ama; achei importante enfatizar.

Em meio a tantos sim, aprenda a dizer não

“(…) será que seríamos felizes ao dizer tanto sim em nossos dias?”

Tem gente que se acomoda, né? Acostuma-se tanto com as coisas prontas que acaba se esquecendo de que para aquilo ali existir, é necessário alguém para fazer. Um alguém, talvez, que sequer conheça o outro lado, que só conhece o bê-a-bá de fazer aquilo que já faz há anos. Ele é tão explorado que chega ao ponto de nem compreender a gravidade​ de tal situação. As pessoas não deveriam fazer isso umas às outras. Elas deveriam se ajudar, não deveriam? Quero dizer, quanto mais gente envolvida em uma atividade, melhor aquilo poderá sair. Não há certeza quanto a isso, é verdade, mas é o mínimo que se espera. Então, por que continuar explorando o que de tão pouco alguém tem se, se juntar duas mãos às outras duas, o resultado fica bem melhor?

Eu já estive nessa posição de bê-a-bá, em algum momento de minha vida eu teria que aprender algo, certo? Porém, com todo o exemplo que tive não só em casa mas também das pessoas ao meu redor, aprendi que é preciso sempre estar dando um passo à frente. O aprimoramento é essencial para quem quer crescer e fazer acontecer. Nem todo mundo consegue atingir esse degrau, mas seria tão bom se todo mundo tivesse acesso ao menos a essas informações. É muito triste ver que tem gente que para no mesmo lugar por tantos anos simplesmente porque não teve acesso àquilo tudo que grande parte de nós tivemos. Saber que você é peça-chave em algum acontecimento, seja ele do tamanho mais ínfimo, é grandioso demais. É absurdo demais. É gratificante o sorriso que é dado após alguma conquista ser alcançada.

Não posso dizer que todas as minhas vitórias foram fáceis, até porque eu tive que batalhar por elas por dias, quando não meses, anos talvez. Foram várias​ noites sem dormir, as preocupações choviam em minha mente. E o pior nem era isso, era ter que encarar aquele problemão sem ter uma solução para ele. Nessas horas, uma ajuda sempre é bem vinda, mas há vezes em que ninguém pode te ajudar. Não porque as pessoas não querem, mas porque não podem mesmo. Sabe, a sabedoria de dizer o não que muitos não possuem – inclusive eu. Quero dizer, não tinha até um tempo atrás. Agora, depois que constatei que para ter êxito em grande parte de nossos afazeres (porque em todos você não vai ter), digo não sempre que posso. É claro que não saio por aí negando ajuda a quem me pede, mas pense só: será que seríamos felizes ao dizer tanto sim em nossos dias? Por mais que a palavra seja positiva, nada comprova, de fato, que é positivo o seu resultado.

Aprenda a dizer não em meio a tantos sim. É revigorante perceber que se colocar em primeiro lugar é o certo a se fazer. A gente não pode abraçar o mundo e fazer tudo o que queremos ao mesmo tempo ou em um curto espaço dele. Somos seres humanos, praticantes da benevolência (bom, pelo menos a maioria de nós) e temos o total direito de não dar conta de tudo. Nós não somos super-heróis com super-poderes. Nós somos homens e mulheres trabalhadores, que passam horas em um trabalho para apenas garantir a refeição de cada dia. Somos seres sonhadores que querem viajar por apenas alguns dias durante as suas férias. Sonhar nunca fez mal a ninguém, porém é preciso compreender que sacrificar um sonho próprio em prol de não dizer não a uma outra pessoa não é a coisa mais sábia a se fazer.

Conheça bem quem está ao seu redor, faça valer a pena cada não proferido pela sua boca. Lembre-se de que se você está bem consigo mesmo, todo o resto também estará. E não foi apenas porque você disse sim ou não, mas pelo fato de você estar mais confiante com o que você faz e para quem faz.

A falta de amor mata

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Quem não tem amor, morre.

O sofrimento existe pra todas as pessoas. Entristecer faz parte da condição humana. Todos os povos sofrem, cada um com o seu caos. Os africanos sofrem, os europeus também, cada um por condições diferentes. Pra alguns o sofrimento é imposto, por outros ele é buscado (inconscientemente).

A seca mata, a fome mata, a doença mata, a bala mata, a desesperança mata, o desamor mata, e a riqueza também, mas essa, se não tiver amor pode matar a alma. O amor é condição básica para a vida humana.

Leia: Quando nos fingimos de cegos, estamos perdendo amor.

Tudo se vai, todos morrerão, mas o amor, esse fica. Quem não tem o que comer ou beber, morre, mas viver sem amor, também é morrer, ainda que vivo. Não resta ressalvas, se já não está vivo tanto faz o caos.

Amar sem ser amado só é condição de vida para São Francisco, de resto é tormenta. Somos resposta ao que temos, se não temos amor, não temos mais nada, morremos.

Leia: Amores sozinhos morrem de sede.