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E A TAXA SELIC, Ó, SÓ SUBINDO

E A TAXA SELIC, Ó, SÓ SUBINDO

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem com você? Espero que sim. Para a surpresa de poucos economistas que acompanham o mercado brasileiro, o Copom – Comitê de Política Monetária – do Banco Central subiu, na data em que escrevo essa coluna, 22 de setembro de 2021, a taxa Selic meta dos anteriores 5,25% ao ano para 6,25%. O que isso afeta na carteira do pequeno investidor será discutido na coluna de hoje. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Voltando alguns meses atrás, já havíamos abordado em uma de nossas colunas sobre como a taxa Selic influencia a economia do país. Se você não leu, de forma resumida, elevações na taxa tendem a encarecer o crédito entre os agentes econômicos, freando o nível de atividade econômica com a contrapartida de baixar, no médio prazo, os níveis inflacionários. Por outro lado, uma Selic mais baixa estimula a tomada de crédito e a velocidade da economia, com o contraponto de um aumento no nível de inflação.

E por que esses sucessivos aumentos tem acontecido? Recapitulando, a Selic atingiu seu patamar histórico mais baixo a partir de setembro do ano passado, chegando a 2% anuais. Naquele período, chegávamos no auge de uma das maiores crises econômicas já enfrentadas pelo país com a pandemia de Covid-19. Alta do desemprego, lojas vazias, baixa dos investimentos e falta de visibilidade sobre o cenário macro eram a regra. A fim de dar uma injeção de ânimo – com o perdão do trocadilho – o BC baixou – talvez até demais – os níveis da taxa básica de juros, na esperança de reverter todos os efeitos deletérios citados. Desde então, vemos uma recuperação dos índices de crescimento, acompanhados de altas de 75 a 100 bps – basis points – nas reuniões do Copom de março, maio, junho, agosto e setembro deste ano.

Muitos economistas têm advogado que a queda excessiva da Selic em 2020 pode ter provocado uma perda de controle da economia por parte do BC para esse ano – a alta dos preços que você tem visto no mercado pode ser um sinal que confirma essa teoria. Para correr atrás do prejuízo, o aumento de 100 bps hoje é parte da estratégia da autoridade central. Para o pequeno investidor, um aumento na Selic é uma oportunidade de maiores ganhos principalmente na renda fixa pós, aquela que segue de forma proporcional a taxa Selic ou o CDI. Oportunidades também surgem, ainda que por outra razão, na renda fixa indexada, como títulos do Tesouro IPCA+. A atenção deve ficar no mercado de renda variável, já que nesse cenário o custo de oportunidade aumenta para as ações e FII’s, os Fundos de Investimento Imobiliário, diminuindo seus valores nominais.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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