TEM UM MONTE DE VIADO NAS OLIMPÍADAS DE TÓQUIO

Olá querides companheiros e companheiras!

Todos nós sabemos que as olimpíadas é um momento mágico para o esporte mundial. Este ano apesar da pandemia o evento promete ser um espetáculo em vários quesitos. De acordo com um levantamento feito pelo portal Outsports, esta edição terá pelo menos 157 atletas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e não binários assumidos, o que é algo inédito até então.

Em Londres-2012, foram 23 atletas, no Rio-2016 eram 56 no total, ou seja, Tóquio-2021 bate recordes acima da média das duas edições juntas. Parece que colorimos o Japão desta vez! O mais importante é a gente lembrar que dentro do mundo esportivo, o preconceito é velado, mas ao mesmo tempo ele também é visto de todas as formas, e esse local se torna um ambiente muito difícil se expor, já que é tido como um local para héteros.

A representatividade neste tipo de competição em nível mundial é crucial para que todos possam entender que todos os lugares devem ser ocupados pela nossa bandeira. A melhor forma de acabar com o preconceito é falando sobre isso, é dando informação sobre o que acontece nos bastidores e deixando claro que vamos lutar sempre para que as nossas lutas sejam legitimadas em qualquer lugar.

Os Estados Unidos lideram a lista de esportistas LGBTQIA+ enviados pata Tóquio neste ano, com cerca de 34 atletas, seguido por Canadá, com 16, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos, com o total de 14. O Brasil tem o rótulo de ser o país que mais mata pessoas transexuais no mundo e apresenta um número muito tímido de atletas que representam a causa LGBTQIA+ com apenas 12 brasileiros assumidos na competição.

Além do aumento de participantes, Tóquio terá a primeira participação de uma atleta transgênero em Jogos Olímpicos. Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, irá participar na categoria de levantamento de peso acima dos 87kg. Laurel chegou a competir na categoria masculina antes da transição e posteriormente tornou-se elegível para participar na categoria feminina quando demonstrou ter níveis de testosterona abaixo dos limites exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional.

Agora, em pleno século 21, a capital do Japão será palco para que os atletas LGBTQIA+ possam mostrar que é fundamental a construção de uma sociedade menos excludente e, por consequência, muito mais humana.  Ainda temos muito chão para percorrer, mas pelo visto estamos criando espaços que antes não eram ocupados e isso muda tudo para a nossa luta que é diária dentro e fora dos campos e quadras.

Sejamos orgulhosos de toda a nossa trajetória! E que ela sirva de exemplo e inspiração para que o mundo seja mais tolerante, respeitoso, igualitário e justo. Boa sorte aos nossos atletas e que isso se repita em outras edições.

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