TSE INVESTIGARÁ SE ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS NO 7 DE SETEMBRO FORAM FINANCIADOS 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quarta-feira (15), que irá investigar se houve financiamento nos atos antidemocráticos de 7 de setembro que contaram, inclusive, com a participação do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). Caso seja comprovado que houve financiamento, o TSE irá apurar quem bancou as manifestações. 

Na decisão, de acordo com informações do portal de notícias do G1, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luís Felipe Salomão, também pretende analisar se os atos configuram propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea (antecipada), em relação aos ataques contra o sistema eletrônico de votação e à legitimidade das eleições de 2022.

Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Foto: Abdias Pinheiro/ASCOM/TSE.

Esta não é a primeira vez que entidades públicas cobram explicações ao governo sobre o financiamento dos atos de 7 de setembro. Na última semana, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), dados sobre os gastos públicos com os atos presenciais e virtuais feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no dia 7 de setembro. O Requerimento apresenta uma série de questionamentos e é assinado pelo presidente da OAB, Felipe de Santa Cruz. 

Para Felipe de Santa Cruz, Bolsonaro “sequestrou” o 7 de setembro, data em que comemora-se a proclamação da independência do Brasil, e usou para fins pessoais e políticos, usando recursos financeiros públicos para financiar as manifestações. “Nós assistimos, de certa forma, perplexos o presidente da República tratar uma data que é de todos nós como uma data pessoal para seus interesses políticos. E, mais grave ainda, houve forte dispêndio de verba pública para a realização do 7 de setembro e para a divulgação nos meses que antecederam”, disse.

No requerimento, a OAB questiona o governo federal sobre quais atos, presenciais ou virtuais, foram subsidiados com dinheiro público, onde aconteceram e quais deles contou com a presença de Bolsonaro. “A OAB está notificando uma série de autoridades, com base na Lei de Acesso a Informação, para que deem publicidade aos valores que foram despendidos nesse esforço de transformar uma data que é de todos em uma data pessoal”, explicou. 

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: