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Faz um ano da tentativa de golpe no Capitólio e Exército se prepara para versão brasileira

Faz um ano da tentativa de golpe no Capitólio e Exército se prepara para versão brasileira
Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e atual presidente do Brasil Jair Bolsonaro. (Foto: Alan Santos/PR)

Donald Trump é um golpista fracassado, um mentiroso compulsivo e um perdedor inconformado. Com palavras mais brandas, o atual presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, relembrou isso nesta quinta-feira (6), aniversário do ataque ao Capitólio, incentivado pelo ex-presidente da extrema direita.

No dia 6 de janeiro de 2021, na tentativa de impedir que o Congresso norte-americano confirmasse sua derrota nas urnas, Trump instigou os seguidores a invadirem o Capitólio. O ato covarde terminou com cinco mortos, sendo um deles policial, e mais de 700 pessoas presas ou indiciadas.

Trump perdeu por mais de 7 milhões de votos e se recusou a aceitar o resultado das eleições. Hoje, Biden respondeu: “Você não pode amar seu país só quando ganhar”.

Falando em amar o país, o presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou a demonstrar desprezo pela nação ao atacar, mais uma vez, a nossa democracia. Ontem (5), na tentativa de calar as críticas diante do desdém que tem demonstrado quanto aos 800 mil afetados pelas chuvas na Bahia, o presidente disse que o Ministério da Defesa, que comanda Exército, Marinha e Aeronáutica, pode partir para cima do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para além da cortina de fumaça, que vemos se repetir rotineiramente desde a eleição do atual mandatário, o que temos é uma tentativa desesperada de repetir o cenário dos EUA. Bolsonaro sabe que as instituições brasileiras são sólidas, porém, muito mais suscetíveis a desvios de rota do que as do seu ídolo raivoso.

Por isso, ele segue na tentativa de fazer com que os brasileiros duvidem do resultado das urnas, para tentar causar comoção social e com isso não se ver obrigado a passar a faixa presidencial para seu sucessor.

Golpe é a única tentativa que resta para Bolsonaro. Com a inflação desenfreada e o total descontrole das políticas públicas, o atual presidente tem pouquíssimas chances de ser reeleito.

Segundo mostrou a Folha de S. Paulo, até mesmo o Exército Brasileiro já alterou o seu cronograma de trabalho para deixar todos os batalhões à disposição durante os últimos meses do ano, em caso de comoção social.

Como repórter, tive a oportunidade de fazer algumas viagens com militares das mais altas patentes e, como não poderia evitar, o assunto “golpe com Bolsonaro no poder” veio à tona algumas vezes. Em todas as ocasiões as respostas foram as mesmas: só quem apoia golpe hoje em dia, são alguns militares isolados e uns velhinhos da reserva, saudosistas de 1964. Em regra geral, as Forças Armadas não tendem a se envolver em um golpe de Estado.

Mas é aquela história, quem quer pegar galinha, não grita xô. A ver…

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Atualmente é repórter de rede da Band e Bandnews TV em Brasília. Fundador do Regra dos Terços

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