fbpx

VAI TER GOLPE?

VAI TER GOLPE?

No Anexo V desta semana, Kelli Kadanus, do Regra dos Terços, e Rogério Galindo, do Plural, falam sobre a possibilidades de as Polícias Militares (PMs) serem usadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para tentar um golpe de estado no feriado do dia 7 de setembro. Nesta terça-feira (24), o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) afirmou ter receio de haja ruptura institucional no país.

O papel da Polícia Militar (PM) diante do clima de instabilidade política no país e a convocação de atos para o dia 7 de setembro foi um dos temas da reunião entre 24 governadores nesta semana. O alerta partiu do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que determinou na segunda-feira (23) o afastamento do chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 da PM, coronel Aleksander Lacerda, que vinha convocando manifestações contra os poderes Legislativo e Judiciário. Estimativas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) dão conta de que haveria no Brasil de 120 a 140 mil PMs radicalizados ideologicamente.

Embora, nos bastidores, seja dado como certo que as Forças Armadas não embarcariam em uma aventura golpista, a situação das polícias militares não é tão cristalina.

O deputado Kim Kataguiri confirmou que há um temor da classe política de uma tentativa de golpe de Bolsonaro. “Eu tenho receio de que haja ruptura institucional, que chegue em um ponto insustentável. Estamos em um nível de discussão de um general tentando demover Bolsonaro de uma decisão mais radical. Então até aonde vai isso?”, disse Kataguiri em entrevista ao Regra. O deputado analisa que o cenário político atual é fruto da inanição do parlamento em relação aos primeiros crimes atribuídos a Bolsonaro. 

“Acho que a situação que a gente vive é muito grave e que a reação aos arroubos autoritários do Bolsonaro deveria ter sido mais firme, principalmente, por parte do parlamento que é omisso em relação aos crimes cometidos por Bolsonaro e isso faz com que cada dia que passe ele estique mais a corda”, aponta. 

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: