VEMULHÉ: PROJETO DÁ VOZ E ESPAÇO PARA MULHERES QUE SOFRERAM VIOLÊNCIA

Em 2015, época que a hashtag #meuprimeiroassedio estava em alta nas redes sociais, Rachel Sá, com o incentivo da amiga Kamilla Fialho, decidiu contar a própria história de abusos praticados pelo pai. O relato foi o primeiro do projeto VeMulhé, que mais tarde tornou-se um blog e atualmente também está nas redes sociais e tem o objetivo de  “abrir portas para as vozes de tantas mulheres que se calam diante da violência que sofrem ou já sofreram”, explica Kamilla. 

Em entrevista aos jornalistas Kelli Kadanus e Erick Mota, Rachel relembrou que após a Kamilla ter publicado a história em formato de texto, ela sentiu a necessidade de que o relato chegasse até a família dela que não sabia do que havia acontecido. “Eu falei com a Kamilla: ‘eu necessito que boa parte da família saiba a real história dele’”, relembrou Rachel. 

“Eu peguei o texto, tirei alguns trechos mais fortes, fiz um roteiro e interpretei a história como se fosse a Rachel”, conta Kamilla. Após o vídeo ir ao ar, os parentes da Rachel associaram ela à história e começaram a entrar em contato e a ajudaram a contar para a mãe que não sabia do que o ex-marido havia feito com as duas filhas. “Eu tinha medo porque ela já é idosa, tinha medo da reação dela, dela passar mal. Minha mãe viu o vídeo e até hoje ela carrega essa mágoa, muita tristeza sobre isso. Ela fala ‘não acredito que eu convivi com uma pessoa, eu tinha medo de outras pessoas, e dentro de casa estava acontecendo isso com vocês”, diz Rachel. 

Após a repercussão do primeiro relato, outras mulheres entraram em contato com a Kamilla para pedir para que ela escrevesse a história delas, a ideia cresceu e hoje se tornou um projeto. Acesse o blog clicando aqui

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