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Vídeo íntimo de Natália Deodato é vazado: crime e falta de empatia

Vídeo íntimo de Natália Deodato é vazado: crime e falta de empatia
Natália Deodato, participante do BBB22

Nesta quarta-feira (19) o Brasil foi surpreendido pela notícia de que havia sido vazado um vídeo íntimo da modelo Natália Deodato, participante do programa da Rede Globo, Big Brother Brasil 2022 (BBB22). No vídeo, segundo relatos, a jogadora estaria praticando sexo oral. Para além do machismo que a situação representa, o compartilhamento das imagens é crime e demonstra ainda a falta de empatia das pessoas que divulgam as imagens.

A notícia tomou corpo depois que a equipe da cantora publicou uma nota em seu Twitter, afirmando que tomará as providências cabíveis contra os criminosos. “A Equipe já está ciente das mídias que estão sendo compartilhadas e iremos tomar as medidas cabíveis. O compartilhamento desse conteúdo è um desrespeito a participante enquanto mulher e também a família dela. Isso è muito sério e nenhuma pessoa deveria passar por essa exposição. Pedimos que denunciem todas as publicões [sic] e também perfis que estão compartilhando. Precisamos derrubar esse conteúdo e precisamos da ajuda de vocês!”, disse a nota, pedindo ajuda dos seguidores da modelo para denunciar quem está compartilhando tais imagens.

Em outra publicação, a equipe da cantora relembrou que é crime o compartilhamento de imagens íntimas sem o consentimento de todas as partes envolvidas. “A lei brasileira 13.718/18 tipifica a criminalização do revenge porn, sendo causa de aumento se o criminoso tiver alguma relação de afeto com a vítima e se utilização de divulgação de cena de pornografia, não autorizado pela vítima, através de vídeos ou fotos por meio eletrônico com o fim de vingança ou humilhação”, alertou.

Publicada em setembro de 2018, a Lei 13.718 modificou o Código Penal para acrescentar dois tipos penais novos e estabelecer algumas outras mudanças quanto ao crime de compartilhamento de conteúdo sexual sem consentimento. Entre as mudanças encontra-se a tipificação da conduta de divulgação de cena de estupro.

Em seu artigo 128-C, a lei estabelece que “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia” é passível de prisão de um a cinco anos, “se o fato não constitui crime mais grave”.

A pena ainda pode ser aumentada entre um terço e dois terços se “o crime é praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação”.

Para além do crime de compartilhamento de tais conteúdos, as pessoas que estão divulgando as imagens demonstram uma nítida falta de empatia com o próximo. Ter empatia é basicamente ter a capacidade de se colocar no lugar do próximo, projetar em si a dor do outro.

Sendo assim, pergunto: algum ser humano gostaria de ter um vídeo íntimo vazado sem seu consentimento? Duvido. Nem mesmo pessoas que vivem de vender os chamados “packs de fotos íntimas”, gostariam de que essas imagens fossem compartilhadas sem o consentimento.

Sendo assim, quero encerrar essa coluna alertando que, para além de estar cometendo um crime, quem compartilha essas imagens demonstra ser um ser humano – no mínimo – sem amor ao próximo.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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