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Vídeos de Gabriel Monteiro fazendo sexo com menores era exposto como troféu, diz assessor

Vídeos de Gabriel Monteiro fazendo sexo com menores era exposto como troféu, diz assessor
Gabriel Monteiro (Foto: reprodução)

Os vídeos do vereador Gabriel Monteiro fazendo sexo com menores eram exibidos por ele como troféus, segundo depoimento de um ex-assessor para a polícia. No depoimento, o ex-funcionário afirma que o youtuber e ex-policial militar zombava do fato de transar com adolescentes. “Ele tinha o hábito de fazer brincadeiras, dizendo que iria abrir uma creche e que mulheres de 20 anos de idade já seriam velhas”, afirmou. As revelações foram publicadas pelo G1, que teve acesso aos depoimentos.

“Gabriel tinha o hábito de ficar exibindo vídeos íntimos, dele mantendo relações sexuais com outras mulheres, maiores ou menores de idade, como se fossem ‘troféus’”, aponta a reportagem. “Ele ia exibir os vídeos para todos, chegava nos seguranças, depois ia nos assessores. Dava para ver que ele tinha prazer em se exibir e se vangloriar”, disse em depoimento, segundo o site de notícias.

Uma das imagens que está circulando, mostra Gabriel Monteiro transando com uma menina de 15 anos. Em depoimento, os dois afirmaram que a transa e a gravação foram consensuais.

Em outra filmagem, ele aparece agredindo uma mulher. Nas imagens é possível notar constrangimento por parte das mulheres ao perceberem que estavam sendo filmadas.

Mesmo que acompanhadas de textos de indignação, quem expõe vídeos íntimos sem consentimento de ambas as partes comete crime.

Publicada em setembro de 2018, a Lei 13.718 modificou o Código Penal para acrescentar dois tipos penais novos e estabelecer algumas outras mudanças quanto ao crime de compartilhamento de conteúdo sexual sem consentimento. Entre as mudanças encontra-se a tipificação da conduta de divulgação de cena de estupro.

Em seu artigo 128-C, a lei estabelece que “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia” é passível de prisão de um a cinco anos, “se o fato não constitui crime mais grave”.

A pena ainda pode ser aumentada entre um terço e dois terços se “o crime é praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação”.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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