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Vídeos de Gabriel Monteiro transando viralizam e expõe as vítimas

Vídeos de Gabriel Monteiro transando viralizam e expõe as vítimas
Vídeos de Gabriel Monteiro viraliza. Vereador é apoiador de Jair Bolsonaro (Foto: reprodução)

O youtuber, ex-policial militar e vereador carioca, Gabriel Monteiro, está há mais de uma semana envolvido em polêmicas graves. A última é uma sequência vídeos dele transando com mulheres e uma menina que, supostamente, seria menor de idade. Bolsonarista, o digital influencer já posou com camisas de apoio ao presidente da República e se diz defensor do cidadão de bem.

A juíza Claudia Leonor Jourdan Gomes Bobsin, do Cartório da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro, acatou a um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e determinou a remoção de todos os vídeos do Twitter. A rede social terá que pagar uma multa diária de R$ 30 mil caso não cumpra a determinação.

Dentre os vídeos que estão sendo compartilhados, está um com uma menina que teria apenas 15 anos. Nas imagens aparece o rosto da menor e o do vereador Gabriel Monteiro. Em outra filmagem, ele aparece agredindo uma mulher. Nas imagens é possível notar constrangimento por parte das mulheres ao perceberem que estavam sendo filmadas.

Mesmo que acompanhadas de textos de indignação, quem expõe vídeos íntimos sem consentimento de ambas as partes comete crime.

Publicada em setembro de 2018, a Lei 13.718 modificou o Código Penal para acrescentar dois tipos penais novos e estabelecer algumas outras mudanças quanto ao crime de compartilhamento de conteúdo sexual sem consentimento. Entre as mudanças encontra-se a tipificação da conduta de divulgação de cena de estupro.

Em seu artigo 128-C, a lei estabelece que “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia” é passível de prisão de um a cinco anos, “se o fato não constitui crime mais grave”.

A pena ainda pode ser aumentada entre um terço e dois terços se “o crime é praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação”.

Outros supostos crimes de Gabriel Monteiro

O ex-policial é acusado de ter estuprado uma mulher. Segundo a vítima, o ato começou consentido, mas ela teria mudado de ideia e pedido para ele parar – não se sabe se por uso de filmagem ou violência, por exemplo -, Gabriel, no entanto, teria utilizado da força e estuprado a vitima. Ele nega a acusação.

O youtuber também é acusado por importunação sexual, assédio moral e de cometer agressões físicas contra ex-funcionários, que relataram os crimes. Conhecido por publicar vídeos no Youtube, o bolsonarista também teria forjado vídeos para bombar nas redes sociais. Ele afirma que todas as acusações são frutos de uma perseguição para acabar com sua carreira política.

“Vazaram anos de gravação corrida sem edição minha, vídeos íntimos, áudios, até escuta e câmeras escondidas deveriam ter na minha casa (extrajudicialmente). Conclusão: trabalho pra caralho, tenho vida ativa sexualmente (tudo dentro da lei) e n sou corrupto”, publicou Gabriel Monteiro nas redes sociais, porém, até o momento, não há relatos de escutas ou câmeras escondidas. As imagens que estão circulando, aparentemente, foram feitas pelo próprio celular do vereador.

Em outra publicação na manhã deste sábado (02), o ex-policial militar publicou: “Passarei por um período, possivelmente, maior de acusações, ataques, destruição. Só peço uma coisa, quando eu provar tudo, tenham um compromisso de mandar para todas as pessoas que vocês conhecem. Pode até demorar, posso até ser preso, mas provarei tudo. Ainda em vida mostrarei!”, disse.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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