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Violência contra a imprensa em 2021 bate recorde histórico

Violência contra a imprensa em 2021 bate recorde histórico
Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Coletiva de Imprensa. (Foto: José Dias/PR)

O ano de 2021 foi marcado por casos de violência contra a imprensa, conforme mostra o relatório da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Foram registrados 430 casos de ataques à imprensa no último ano. A entidade mostra que este é o recorde histórico desde que os dados passaram a ser computados, em 1990.

Desde a ascensão ao poder, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem feito ataques semanais a jornalistas e veículos de imprensa, o que se reflete diretamente nos números. Em 2020 o Brasil já havia registrado recorde com 428 casos registrados. Em 2019, foram registrados 208 ataques a veículos de comunicação e a jornalistas, um aumento de 54,07% em relação à 2018, antes de Bolsonaro assumir a presidência da República.

“A continuidade das violações à liberdade de imprensa no Brasil está claramente associada à ascensão de
Jair Bolsonaro à Presidência da República”, analisa a Fenaj. “Houve uma verdadeira explosão da violência contra jornalistas e contra a imprensa de um modo geral. Em comparação com o ano anterior, o aumento de casos foi de 105,77%. E, em 2021, essa situação mantem-se praticamente inalterada, com jornalistas sendo atacados cotidianamente”, diz a entidade.

Seguindo o modus operandi, o presidente Jair Bolsonaro figurou mais uma vez como principal agressor, registrando sozinho 147 casos (34,19% do total), sendo 129 episódios de descredibilização da imprensa (98,47% da categoria) e 18 de agressões verbais a jornalistas.

Leia também: Bolsonaro ameaça pilares da democracia, diz relatório da Human Rights Watch

Além de acusar a imprensa de praticar fake news, em todas as ocasiões em que suas mentiras, ações ou esquemas de corrupção de aliados foram revelados, Bolsonaro agrediu verbalmente os jornalistas, utilizando adjetivos como “canalha”, “quadrúpede”, “picaretas” e “idiota”, ou mandando “calar a boca” quando a pergunta lhe incomodou.

Para além das agressões presidenciais, os casos de Censuras ultrapassaram os de Descredibilização da imprensa, em 2021. “Foram registradas 140 ocorrências de censura, a maioria delas (138), cometidas por dirigentes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa pública federal, que foi aparelhada por Bolsonaro. As censuras representaram 32,56% do total de casos, enquanto a descredibilização da imprensa representou, 30,46% (foram 131 ocorrências no total)”, aponta o relatório.

Leia a íntegra do relatório.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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