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Polícia Civil promove nova chacina no Rio de Janeiro

Polícia Civil promove nova chacina no Rio de Janeiro
(Foto: reprodução/redes sociais)

Carregando corpos ensanguentados em lençóis dentro de uma picape, agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro finalizaram uma operação contra tráfico de drogas na comunidade Manguinhos, nesta terça-feira (12). As imagens divulgadas nas redes sociais mostram moradores desesperados ao verem corpos pela rua. Segundo a Prefeitura do Rio, a operação deixou cinco mortos, enquanto a Polícia Civil contabiliza seis vítimas.

Segundo declaração da Polícia Civil através do Twitter, a Core chegou na comunidade Manguinhos para dar apoio a uma equipe do Esquadrão Antibombas, que teria sido atacada na Avenida Dom Helder Câmara. Na operação, a polícia afirma que apreendeu “pistolas, carregadores, rádios comunicadores, aparelhos de telefone celular e grande quantidade de drogas”. A Polícia Civil também informou que a investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), mas não comentou sobre os flagrantes de violência divulgadas nas redes sociais.

De acordo com o G1, a chacina em Manguinhos terminou com a prisão de dois homens por tráfico de drogas: um deles é Carlos Alberto de Carvalho Cesário, conhecido como “Neguinho”, que também teria mandado de prisão aberto por roubo e o segundo é Vitor Marques de Oliveira. 

Mesmo com vídeos nas redes sociais comprovando a violência policial na operação de Manguinhos, o governador Cláudio Castro (PL), que também é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro nas eleições deste ano, declarou em seu Twitter: “Não vamos tolerar ataques como esse contra quem defende a população do nosso estado!”. Porém, Castro não citou os mortos e nem as imagens de corpos sendo carregados por agentes. O governador apenas se limitou a dizer que houve confronto, que dois traficantes foram presos e que criminosos alvejados foram socorridos para unidades de saúde próximas.

Em nota ao Ponte Jornalismo, a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou cinco vítimas baleadas, as quais deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos, mas morreram antes do atendimento. Porém, a Secretaria não confirmou se as vítimas foram levadas à UPA com a ajuda de um resgate ou dos próprios policiais, nem se ainda estavam ou não com vida quando chegaram à unidade.

De acordo com nota do Ministério Público Estadual ao Ponte Jornalismo, os desvios de conduta e excessos de violência dos agentes do Core na operação em Manguinhos serão investigados de maneira “independente” e “isenta”.

“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Coordenadoria-Geral de Segurança Pública (COGESP/MPRJ), informa que a ação policial, de acordo com as informações prestadas pela Polícia Civil, foi decorrente de ataque de criminosos a equipe de policiais que passava nas proximidades da comunidade de Manguinhos. Nessas circunstâncias, todos os fatos serão posteriormente investigados pelo promotor natural de forma independente e isenta, incluindo o desfazimento de locais onde tenham ocorrido eventuais crimes”, afirma o comunicado.

Letícia Fortes

Estudante de Jornalismo na PUCPR e estagiária do Regra. Escrevo para evidenciar e esclarecer assuntos que exigem nossa atenção, pois essa é minha forma de defender uma comunicação humanizada, acessível e engajada socialmente.

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