Pátria Musical Brasil

As músicas são uma das maiores manifestações culturais mais populares do mundo, sobretudo no Brasil. Conheça as principais músicas que contam a história do país.

"Índios", Legião Urbana

A letra da música enumera e descreve todos os prejuízos que a chegada dos portugueses ao Brasil trouxe aos povos originários.

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APIB

"Mas nos deram espelhos/E vimos um mundo doente"

Para os europeus, os povos originários eram selvagens e cabia a eles "civilizar" os índios através da catequização. Os colonizadores massacraram esses povos com armas de fogo e doenças para as quais os índios não tinham imunidade.

Apib/Arquivo

"Quem me dera, ao menos uma vez/ Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem/ Conseguiu me convencer que era prova de amizade/ Se alguém levasse embora até o que eu não tinha"

Apib/Arquivo

"Zumbi", Jorge  Ben Jor

A letra da música resgata a nacionalidade, o orgulho e a identidade dos povos africanos trazidos à força para o Brasil na época da escravidão.

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Arquivo Nacional do Brasil

Jorge Ben Jor deixa evidente a escravidão como parte essencial na formação do Brasil, e retoma a luta do líder quilombola Zumbi dos Palmares contra invasões e agressões dos senhores de engenho.

Tasha Jolley

"Angola Congo Benguela (eu quero ver quando Zumbi chegar)/ Monjolo Cabinda Mina (o que vai acontecer, eu quero ver)/ Quiloa"

Arquivo Nacional do Brasil

"Embaixaria Imperial", Acadêmicos de Milton Friedman

Esta marchinha de carnaval conta a história do Primeiro ao Segundo Reinado no Brasil, passando pelo golpe militar que proclamou a República no Brasil.

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Arquivo Nacional do Brasil

"Começou a nossa derrocada/ À espera eterna de ordens e progressos/ O Éden de uma elite iluminada/ Presidentes e Congressos/ Tome golpe/ Tome constituição/ E a politicagem se protege"

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

"Positivismo", Noel Rosa e Orestes Barbosa

Em 1889, a criação da bandeira e do hino nacionais baseou-se nas ideias  positivistas, que foram satirizadas na música com uma brincadeira entre o lema "ordem e progresso" e o amor de uma mulher.

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Rafaela Biazi

"O amor vem por princípio, a ordem por base/O progresso é que deve vir por fim/Desprezastes esta lei de Augusto Comte/E fostes ser feliz longe de mim"

Matheus Torrezan

"Com que Roupa?", Noel Rosa

A música faz referência ao último presidente da Primeira República, Washington Luís, que gostava de marchinhas de carnaval e futebol. Por isso, era conhecido como o “Rei da Fuzarca”.

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Arquivo Nacional do Brasil

Porém, no carnaval de 1929, os brasileiros sofreram com a quebra da Bolsa de Nova York e, ao reduzirem os gastos com produtos supérfluos, também reduziram a compra de roupas novas. Foi aí que Noel Rosa compôs "Com que Roupa?"

S Kelly

"Pois esta vida não está sopa/ E eu pergunto: com que roupa?/ Com que roupa eu vou/ Pro samba que você me convidou?"

Steven Lasry

"A Menina Presidência", Antônio Nássara e Cristóvão Alencar

Em 1930, Getúlio Vargas assumiu a presidência através de um golpe de Estado. Em 1936, falava-se em um possível sucessor para o "governo provisório" getulista, que foi tema da música.

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Arquivo Nacional do Brasil

Getúlio concorria com o então governador de São Paulo, Armando Salles de Oliveira (o seu Manduca), este com a candidatura já lançada, e o ministro Osvaldo Aranha (o seu Vavá), que nem sequer chegou a se candidatar.

Arquivo Nacional do Brasil

"A menina presidência /Vai rifar seu coração/E já tem três pretendentes /Todos três chapéus na mão/ E quem será?/ O homem, quem será?/ Será “seu Manduca”?/Ou será “seu Vavá”? /Entre estes dois, meu coração balança porque/ Na hora agá quem vai ficar é “seu Gegê”

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

"Presidente Bossa Nova", Juca Chaves

Composta no final da década de 1950, a música faz referência ao presidente da época, Juscelino Kubitschek, que assumiu o cargo próximo ao período do início da Bossa Nova no Brasil, em 1958.

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Arquivo Nacional do Brasil

"Bossa nova mesmo é ser presidente/ Desta terra descoberta por Cabral/ Para tanto basta ser tão simplesmente/ Simpático, risonho, original/ Depois desfrutar da maravilha/ De ser o presidente do Brasil"

Arquivo Nacional do Brasil

Após JK, João Goulart assumiu a presidência em 1961, em meio a uma urgência por reformas sociais. Em 1964, o Exército brasileiro reagiu e tomou o poder através de um golpe, instaurando a ditadura.

Arquivo Nacional do Brasil

"Apesar de Você",  Chico Buarque

Gravada em 1978, a música retrata os “anos de chumbo” do governo Médici. Buarque cita a censura e a repressão com um tom otimista (e vingativo no bom sentido) de que "amanhã há de ser outro dia".

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Arquivo Nacional do Brasil

Saiba mais sobre as músicas que marcaram a ditadura militar no Brasil

Com o fim da ditadura e o início do segundo processo de redemocratização do Brasil, em 1974, o primeiro presidente eleito democraticamente e de forma direta foi Fernando Collor de Mello, em 1989.

Senado/Agência de notícias

"Zé Ninguém", grupo Bíquini Cavadão

A música critica o contexto de corrupção dos anos 1990, principalmente o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor, que renunciou à presidência em 1991, prestes a sofrer um impeachment.

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Arquivo Nacional do Brasil

"Cada dia eu levo um tiro/ Que sai pela culatra/ Eu não sou ministro, eu não sou magnata/ Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém/ Aqui embaixo, as leis são diferentes"

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

"Esmola", da banda Skank

Em 1993, um ano antes da implementação da moeda Real pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, a economia brasileira era marcada por hiperinflação e uma intensa desigualdade social, que foram temas da música.

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Eraldo Peres

"Eu 'to cansado, meu bom, de dar esmola/ Essa quota miserável da avareza/ Se o país não for pra cada um/ Pode estar certo/ Não vai ser pra nenhum"

Agência Brasil

"Que País é Este?", Legião Urbana

Mesmo composta em 1978, a letra questiona a sociedade brasileira de maneira atemporal, apontando para a desigualdade social e a corrupção sistêmica no Brasil desde o período colonial até hoje.

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Matheus Campos

"Nas favelas, no Senado/ Sujeira pra todo lado/ Ninguém respeita a Constituição/ Mas todos acreditam no futuro da nação/ Que país é esse?"

Canva

créditos

reportagem

Letícia Fortes

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FONTEs

Arquivo Nacional do Brasil Agência Brasil Senado Notícias