19 Sufragistas que ajudaram a garantir às mulheres o direito de votar

O longo caminho das mulheres para serem reconhecidas como cidadãs e garantirem seu direito de votar.

Conheça as sufragistas no Brasil e no mundo que dedicaram sua vida por esse direito

O direito ao voto das mulheres foi instituído no Brasil em 3 de novembro de 1930.

Seta

Defensora da democracia e dos direitos das mulheres. Escreveu em 1791, a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, em protesto ao documento que só incluía homens no dever e no direito cívico. A francesa foi decapitada na guilhotina.

 Olympe de Gouges   (1748 – 1793)

Em 1831, a escritora publicou uma série de artigos sobre a condição feminina em um jornal pernambucano. No ano seguinte, fez a publicação de seu primeiro livro: Direito das Mulheres e Injustiça dos Homens.

 Nísia Floresta  (1810 - 1885)

No ano de 1887, a dentista exigiu na Justiça e obteve o registro como eleitora, já que a Lei Saraiva garantia a todos os brasileiros com título científico essa prerrogativa. Entretanto, em 1890 ela foi impedida de votar por ser mulher.

 Isabel de Souza Mattos  (1861 - 1920)

Uma das principais lideranças do movimento sufragista britânico, ela fundou em 1889, a Liga do Franchise das Mulheres e, em 1903, fundou a Women's Social and Political Union, organização que lutou pelo sufrágio feminino.

 Emmeline  Pankhurst 

Fundadora do jornal A Família, ela trabalhou intensamente pelo o sufrágio feminino, promovendo diversas manifestações e publicações, como a do artigo O Direito ao Voto, de 1890, ano em que também escreveu a comédia O Voto Feminino.

 Josefina   Álvares de Azevedo

Inspirada no sufragismo inglês, a professora  baiana fundou, em 1910, o Partido Republicano Feminino para  defender o direito ao voto e emancipar a mulher de todas as formas de exploração.

 Leolinda de Figueiredo Daltro  (1859 - 1935)

Em 1913, a inglesa foi à corrida de Derby para protestar pelo direito das mulheres votarem. Emily acabou se jogando na frente do cavalo do Rei Jorge V e morreu. A igualdade democrática no Reino Unido só aconteceria em 1928.

 Emily Davison (1872 - 1913)

A primeira mulher a se formar médica no Uruguai, fundou em 1916 o Conselho Nacional das Mulheres. Ela foi a primeira mulher latino-americano a participar de um governo que representava a Liga das Nações.

 Paulina Luisi (1875 - 1950)

Professora de Belo Horizonte encaminhou, em 1916, um requerimento pedindo aos deputados que aprovassem o sufrágio feminino. Em todo o acervo, essa é a primeira manifestação formal de uma mulher solicitando direitos políticos.

Mariana de Noronha Horta

A bióloga fundou, em 1922, a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e articulou em várias regiões o direito ao voto da mulher

 Bertha Lutz (1894 - 1976)

Candidata pela Liga Eleitoral Independente, em 1933, Bertha não se elegeu, mas se tornou a primeira suplente e assumiu o mandato de deputada na Câmara Federal em julho de 1936, devido à morte do titular. Bertha focou sua atuação na mudança da legislação referente ao trabalho da mulher, visando, além de igualdade salarial, a licença de três meses para a gestante e a redução da jornada diária de trabalho, até então de 13 horas.

A advogada paulista tentou o alistamento eleitoral em 1922, que foi recusado pelo juiz com base em dois argumentos: o voto  feminino seria contrário ao direito consuetudinário e a mulher não era considerada  cidadã. Em 1923 ela publica a obra Voto Feminino e Feminismo: um ano de  feminismo entre nós.

 Diva Nolf Nazário  ( 1897 - 1917)

A engenheira civil mato-grossense foi uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Em 1928, junto com Bertha e Amélia Bastos  sobrevoaram o Rio de Janeiro fazendo propaganda pelo voto feminino, lançando folhetos e cartões em cima dos edifícios da Câmara, do Senado e em diversas ruas do centro da cidade.

 Carmen  Portinho  (1903 - 2001)

Aos 25 anos, a advogada entrou com um Mandado de Segurança afirmando que a proibição do voto das mulheres contrariava o artigo 70 da Constituição Brasileira vigente. Ela se tornou a primeira eleitora e também candidata a deputada federal. Mesmo sem ser eleita, ela pode exercer plenamente seus direitos políticos.

 Miêtta   Santiago  (1903 - 1995)

Em 1913, a inglesa foi à corrida de Derby para protestar pelo direito das mulheres votarem. Emily acabou se jogando na frente do cavalo do Rei Jorge V e morreu. A igualdade democrática no Reino Unido só aconteceria em 1928.

 Celina Guimarães (1890 - 1972)

Também em 1928, ela foi a primeira mulher a se tornar prefeita no país. Alzira venceu com 60% a eleição no município de Lages-RN.

 Alzira  Soriano  (1897 - 1963)

Em 1930, foi a primeira mulher que tentou ser presidenta na América Latina em El Salvador.

 Prudencia Ayala (1885 - 1936)

Primeira advogada do Rio Grande do Sul, fundou em 1931 a Aliança Nacional de Mulheres, com propósito de proteger mulheres que trabalhavam em todos os ramos, apoiando-as na conquista da independência econômica. Por volta de 1932, a entidade contava com cerca de três mil sócias.

 Natércia  da Cunha Silveira (1905 - 1993)

Natércia e Bertha foram as únicas mulheres nomeadas para integrar a comissão para elaborar o anteprojeto da nova Constituição Federal.

Sindicalista negra, a alagoana que lutou pelo direito ao voto feminino sendo a única a votar como delegada na eleição para Assembleia Nacional Constituinte em 1933.

 Almerinda Gama  (1899 - 1992)

Médica, escritora, pedagoga e a primeira mulher brasileira a ser eleita deputada federal em 1933.

 Carlota Pereira de Queirós  (1892 - 1982)

“Nós não queremos quebrar as leis. Nós queremos fazer as leis” Emmeline Pankhurst “Eu sempre, por instinto, me revoltei contra a desigualdade de direitos entre homem e mulher.” Almerinda Gama

Raphaella Caçapava

Reportagem

Ilustrações

Jenifer Borges

Edição

Gabriel França

Seta