7 CURIOSIDADES SOBRE JÔ SOARES

Mesmo com o sonho de ser diplomata, José Eugênio seguiu a carreira artística e tornou-se um dos apresentadores mais emblemáticos da televisão brasileira. Descubra 7 curiosidades sobre ele no Regra.

Morreu em 05/08/2022

Jô Soares faleceu aos 84 anos, após passar meses internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Embora a morte tenha sido confirmada por sua ex-esposa, Flávia Soares, a causa não foi divulgada pela família.

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Ernesto Rodrigues/ Estadão Conteúdo

Abandonou a diplomacia para ser artista

José Eugênio tinha tudo para ser um diplomata promissor: falava seis línguas e estudou na Suíça entre 1951 a 1956, onde foi apelidado de Joe. Porém, abandonou o plano de ser diplomata para se dedicar à vida artística.

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Reprodução

A carreira artística de Jô Soares começou nos anos 1950, quando retornou ao Brasil devido aos graves problemas financeiros que seu pai, o empresário paraibano Orlando Heitor Soares, enfrentava na época.

Bob Wolfenson

O artista do bongô

Embora fosse apaixonado pelo teatro e pelo cinema, foi o instrumento musical bongô que abriu as portas do mundo artístico para Jô, que se tornou conhecido por Joe Bongô ou Joe Soares.

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Rob Laughter

O bongô é um instrumento musical composto por dois pequenos tambores, os quais são unidos entre si por uma placa feita de madeira.

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Lançou quatro discos entre 1972 e 2008 com músicas, piadas e poemas

Seu primeiro álbum autoral foi Norminha (1972), batizado com o nome de uma das personagens que interpretava no programa humorístico Faça humor, não faça guerra, da TV Globo, de 1971 a 1973.

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Divulgação

Em 1980, lançou o álbum de piadas A b... e outras histórias (1980). Porém, foi apenas em 2000 que lançou um disco de jazz, sua paixão, chamado Jô Soares e o sexteto. O sexteto era o antigo Quinteto Onze e Meia, que tornou-se a banda de palco do seu programa de entrevistas.

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Neste disco, Jô e os músicos da banda do talk-show da TV tocam clássicos do jazz, como A night in Tunisia, Caravan e Summertime. Além disso, apresentaram uma música autoral, Enkrenka.

Chris Bair

Em 2008, lançou Remix_em_Pessoa (2008), com 12 poemas de Fernando Pessoa (1888 – 1935) declamados em sua voz, sobre músicas criadas pelo tecladista Billy Forghieri, da banda Blitz.

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Estreou na televisão  em 1959

Interpretando um espião americano no Brasil, Jô Soares teve sua primeira aparição no longa O Homem de Sputnik, dirigido por Carlos Manga.

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Bruna Araújo

Ao longo de sua carreira, trabalhou nas emissoras Continental, Tupi, Rio, Excelsior, Record, SBT e Globo. Em parceria com Carlos Alberto de Nóbrega (atualmente em A Praça é Nossa), escreveu Família Trapo. Em 1970, estreou na TV Globo como protagonista do programa "Faça Humor, Não Faça Guerra".

Lena Vettorazzo/ Estadão Conteúdo

Em 1981, escreveu e lançou seu próprio programa, Viva o Gordo. Em 1987, foi para o SBT para apresentar seu próprio talk show: Jô Soares Onze e Meia. José Eugênio retornou à Globo apenas a partir dos anos 2000, quando apresentou por 16 anos o Programa do Jô.

Paulo Pinto/Estadão Conteúdo

Nos dois últimos programas, Jô se destacou a partir dos anos 1980 como um dos principais entrevistadores do país.

Roberto Stuckert Filho/PR

O segredo do sucesso foi a inspiração dos programas nos formatos talk show e late show, um programa do final da noite na TV, com humor, música, entrevistas e interação com a plateia.

Globo Divulgação

Casou-se três vezes

Jô Soares casou-se com as atrizes Tereza Austragésilo (entre 1959 e 1979), Silvia Bandeira (entre 1980 e 1983) e com a designer gráfica Flávia Junqueira, de quem se separou em 1998.

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Sandy Millar

Com Tereza, Jô teve um filho, Rafael, que morreu aos 50 anos, em 2014, devido a um câncer no cérebro. ""Este é o pesadelo de todo pai: que a ordem natural das coisas seja alterada e um filho se vá antes", escreveu em uma de suas autobiografias.

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Números impressionantes

14.426 entrevistas; 28 anos apresentando talk shows; 1.300 dias de programa de humor na TV; – 300 personagens; 15 programas de TV como redator; 9 livros; 24 peças de teatro como diretor; 11 peças de teatro como ator; 10 filmes como ator; 1 filme como diretor; 8 exposições de pintura; 1 show como músico e cantor.

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Um de seus livros mais famosos, O Xangô de Baker Street (1995) vendeu mais de 500 mil exemplares e foi traduzido para oito línguas. O livro também se tornou filme em 2001, no qual o próprio Jô faz uma participação interpretando o desembargador Coelho Bastos.

Globo - Divulgação

Ao longo de sua vida e sua carreira, Jô Soares se revelou como um artista completo, atuando em diversas plataformas com um estilo icônico, caracterizado por bordões emblemáticos, inteligência afiada e vocação para ser comediante.

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créditos

reportagem

Letícia Fortes

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FONTEs

TV Globo - Reprodução SBT - Reprodução Instagram - Reprodução