Analfabetismo:

retrato da exclusão social no Brasil

Para além dessa situação, que por si só já é suficientemente alarmante, há de se considerar ainda o impacto econômico

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A alfabetização

é a base da educação, portanto um direito fundamentado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos

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Books

Ainda assim 

o Brasil tem ainda hoje  11 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais

Entre os brancos, a taxa é de 3,6% de pessoas que  não sabem ler ou escrever. Já entre a população preta e parda, a taxa é de 8,9%.

A alfabetização

é a base da educação, portanto um direito fundamentado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos

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A diferença aumenta ainda entre as pessoas com 60 anos ou mais: 9,5% entre os brancos e 27,1% entre os pretos e pardos.

O cenário fica pior quando considerado o número de analfabetos funcionais: 63 milhões de pessoas.

usam WhatsApp

são adeptos do Facebook

O que torna essa parcela da população ainda mais vulnerável à desinformação.

86%

72%

31%

têm conta  no Instagram

Pessoas que não entendem sinais de aviso de perigo, instruções de higiene, segurança do trabalho, orientações sobre processo produtivo impactam diretamente na qualidade das empresas

Se o fator social não é capaz de sensibilizar, há de se considerar o econômico.

"A queda da produtividade provocada pela deficiência em habilidades básicas resulta em perdas e danos da ordem de US$6 bilhões por ano no mundo inteiro.”

Adriano Botelho

Homens alfabetizados registram 71% de probabilidade de ter um emprego formal.

Para os analfabetos esse percentual cai para 45%.

A renda familiar

per capta mensal dos alfabetizados fica em R$ 1.200,00 enquanto do segundo grupo cai para metade, R$ 600,00.

A probabilidade de filhos com pai analfabeto terminarem o Ensino Médio com até um ano somente de atraso é de apenas 38%, enquanto entre os alfabetizados é de 69%.

Adultos que não tenham concluído a escola, mas sejam plenamente alfabetizados alcançam 77% no índice que vai até 100% sobre qualidade de vida.

Já aqueles que não aprenderam a ler alcançam 43%

Entre os alfabetizados, a probabilidade de ter uma boa saúde aos 35 anos é de 67%, enquanto entre os não letrados é de 56%.

Apesar dos números alarmantes,

o panorama da educação brasileira não é animador.

em 2019

a taxa de crianças fora das escolas era de 1,39%. Em 2020, esse número saltou para 5,5%.

Nas creches, mais de 2 milhões de crianças brasileiras estão sem acesso à educação por falta de opção.

Os investimentos considerados essenciais para a recuperação do patamar educacional antes da pandemia foram reduzidos em 93,5% dos municípios brasileiros de janeiro a agosto de 2021.

Apenas 5% dos alunos

do 2° ano do Ensino Fundamental conseguem entender informações em textos longos

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27,5% dos estudantes ficaram nos três níveis mais baixos de desempenho

Isso significa que 1 a cada 4 crianças do 2° ano não consegue escrever uma palavra de três sílabas a partir de um ditado.

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O volume de analfabetos é bastante alto e não diminui por falta de investimentos na Educação de Jovens e Adultos

Ainda sim, o Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece que o Brasil deve zerar a taxa de analfabetismo até 2024. 

"A alfabetização não é um jogo de palavras; é a consciência reflexiva da cultura, a reconstrução crítica do mundo humano, a abertura de novos caminhos..”

Paulo Freire

Raphaella Caçapava

Reportagem

Edição

Gabriel França

Seta

Adobe Stock

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Fontes

- Inaf, IBGE, FGV, Inep. - Levantamento liderado por Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper.