O caminho proposto para 'viver em harmonia com a natureza' até 2030.

Convenção sobre Diversidade Biológica propõe estrutura global  para preservar e proteger a biodiversidade.

A TEIA DA VIDA

A diversidade biológica é mais do que plantas, animais, microrganismos e seus ecossistemas. É sobre pessoas e a necessidade de segurança alimentar, medicamentos, ar fresco e água, abrigo e um ambiente limpo e saudável para se viver.

A biodiversidade que se vê hoje é fruto de bilhões de anos de evolução, moldada por processos naturais e, cada vez mais, pela influência do homem.

É a combinação de formas de vida e suas interações entre si e com o resto do ambiente que tornou a Terra um lugar habitável para os humanos.

Ao compreender isso, é possível entender que a biodiversidade é essencial para a saúde, o bem-estar, a prosperidade econômica, a qualidade dos alimentos e outras áreas necessárias para o desenvolvimento individual e coletivo de todos os seres humanos.

Para atender às necessidades atuais e, ao mesmo tempo, garantir um mundo saudável e viável para as gerações futuras, em 1992, na Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, líderes mundiais concordaram em adotar uma estratégia abrangente para o desenvolvimento sustentável.

ECO-92

Um dos principais acordos adotados no Rio foi a Convenção sobre Diversidade Biológica que estabelece:

A conservação da diversidade biológica;

O uso sustentável de seus componentes;

A repartição justa e equitativa dos benefícios do uso dos recursos genéticos.

Seta
Folha verde
Folha verde

O primeiro tratado mundial é hoje o principal fórum mundial de discussão sobre a biodiversidade em três frentes: ecossistemas, espécies e recursos genéticos.

Em 2021, a Convenção sobre Diversidade Biológica propõe uma nova estratégia global para gerenciar a natureza até 2030.

Ao todo são 21 metas.

O plano visa conter e reverter a destruição ecológica da Terra até o final da década e  proteger pelo menos 30% das áreas terrestres e marítimas do mundo, reduzir pela metade os nutrientes perdidos para o meio ambiente e eliminar os resíduos de plástico.

REDUZIR A EXTINÇÃO EM 10X

Expandir os ecossistemas em 15% para apoiar populações saudáveis ​​e resilientes de todas as espécies e reduzir as extinções em pelo menos 10 vezes. Até 2030, pretende-se resgatar 90% da diversidade genética de espécies selvagens e domesticadas.

As contribuições da natureza devem ser valorizadas, mantidas ou aprimoradas por meio da conservação. Os governos devem informar todas as decisões públicas e privadas relevantes e restaurar a sustentabilidade de longo prazo daqueles em declínio.

VALORIZAR A NATUREZA

COMPARTILHAR OS RECURSOS GENÉTICOS DE FORMA JUSTA

A meta de curto prazo pretende aumentar os benefícios monetários para os provedores, incluindo os detentores de conhecimento tradicional, assim como subsídios não monetários, tais como a maior participação em pesquisa e desenvolvimento.

Linha pontilhada curva

Até 2050 o objetivo é  diminuir progressivamente a lacuna entre os recursos financeiros disponíveis e, até o final da década, implantar a construção de capacitação e desenvolvimento, maior cooperação técnica e científica e transferência de tecnologia.

700  BILHÕES DE  DÓLARES

O Brasil é detentor de cerca de 20% das espécies do planeta e tem 60% do território coberto por florestas, por isso o país pode se destacar no mercado mundial de produtos oriundos da biodiversidade.

“É necessária uma ação política urgente em nível global, regional e nacional para transformar os modelos econômicos, sociais e financeiros para que as tendências que exacerbaram a perda de biodiversidade se estabilizem até 2030 e permitam a recuperação dos ecossistemas naturais nos 20 anos seguintes.” Maruma Mrema, secretária-executiva da CDB

Raphaella Caçapava

Reportagem

Edição

Gabriel França

Seta

Fontes

Convenção sobre Diversidade Biológica, Organização das Nações Unidas, Ministério do Meio Ambiente.