Diversidade LGBTQIAP+: respeito e informação salvam vidas

O preconceito já matou 5 mil LGBTQIAP+ no Brasil em 20 anos. Entenda quem são essas pessoas e como você pode ajudá-las através do respeito e da informação.

A comunidade LGBTQIAP+ é uma das minorias sociais historicamente ausentes ou pouco representadas nas instituições democráticas e no cenário cultural brasileiro.

Tea Morris

O termo "minoria" não se refere ao número de membros, e sim ao fato de que esses grupos são subjugados por outras classes sociais em aspectos como renda, moradia, educação e participação política.

Luciano Osório

Em 2021, o preconceito matou 237 LGBTQIAP+, sendo 224 por homicídio. Embora o total de mortes seja alto, houve uma queda de 30% em relação a 2019, segundo o Observatório de Mortes Violentas LGBTI+.

Teddy Osterbloom

De acordo com o observatório responsável pelo estudo, um dos fatores que contribuiu para a tímida queda foi a criminalização da homofobia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2019.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O STF acusou o Congresso de omissão e determinou que agressões morais e físicas contra LGBTQIAP+ sejam consideradas crime de racismo, até que o Legislativo aprove uma norma específica.

Nelson Jr./SCO/SFT

O dia do orgulho LGBTQIAP+ também se popularizou nos últimos anos, com muitas empresas e marcas adotando campanhas mais representativas, com corpos e cores diversas e plurais.

Mercedes Mehling

Além disso, existem marcas que vão além da publicidade e também destinam verbas para projetos de acolhimento, educação e empregabilidade para a comunidade LGBTQIAP+.

Robin Ooode

Mas afinal, o que significa cada letra da sigla LGBTQIAP+?

Angela Compagnone

A letra L representa as mulheres lésbicas, que sentem atração afetiva e sexual pelo mesmo gênero. A letra G se refere a homens que se atraem pelo mesmo gênero.

Volunteer Match - Flickr

O B é de bissexuais, que são homens e mulheres que sentem atração por ambos os gêneros. A bissexualidade não implica infidelidade ou promiscuidade, já que se trata de orientação sexual, e não de caráter.

Brian Kyed

T se refere às pessoas transsexuais,  que não se identificam com o gênero ao qual foram designados ao nascer.

Courtney C.

"Mulher trans" se refere a uma pessoa já designada como homem, mas que se vê e tem o direito de ser tratada como mulher. Enquanto "homem trans" se refere a uma pessoa já caracterizada como mulher, mas que se identifica como homem.

Isi Parente

Pessoas trans são opostas às cisgêneras, as quais se identificam com o mesmo gênero que lhe foi atribuído no momento do nascimento.

Betzy Arosemena

Ser cis não implica em ser lésbica ou gay, pois a questão do gênero se refere a como a pessoa se vê, enquanto a sexualidade se refere à atração. Um homem cis pode ser hétero ou homossexual.

Jesús Bóscan

O T também se refere a travesti, que é uma pessoa que não se identifica com seu gênero biológico, por isso se veste e se comporta como pessoas de outro sexo.

Bret Kavanaugh

As travestis são diferentes das pessoas transsexuais, pois podem modificar seus corpos com a ajuda de hormônios e cirurgias, mas não se incomodam em manter o órgão sexual de origem.

Ian Taylor

O Q se refere a Queer, que são pessoas "excêntricas", que não se encaixam na heretocisnormatividade, ou seja, na imposição social da heterossexualidade e cisgeneridade. É o caso de drag queens e drag kings, por exemplo.

Deila Giandeini

O I designa as pessoas intersexo, que nascem com combinações biológicas e corporais que não se enquadram em um único gênero, seja ele masculino ou feminino.

Jose Pablo Garcia

O A se refere às pessoas assexuais. Como o próprio prefixo já sugere, os assexuais não sentem atração sexual por outras pessoas, independente do gênero.

Sharon McCutcheon

O P da sigla designa os pansexuais, ou seja, pessoas que sentem atração sexual por outras, independente do gênero (cis ou trans) ou orientação sexual (homo ou héterossexual).

Zoe

A sigla se completa com o símbolo de "mais", que inclui todas as identidades de gênero e orientações sexuais possíveis, que destoam do padrão cis-heteronormativo.

Mercedes Mehling

créditos

reportagem

Letícia Fortes

Seta

FONTES

Manual de Comunicação LGBTI+  Aliança Nacional LGBTI+