Round 6 e a realidade vivida pelos sul coreanos

A Coreia do Sul tem passado por um boom de crescimento desde 1960. Arrasada pela guerra, o PIB chegava apenas a metade do brasileiro.

Em 1963 um golpe de estado colocou Park Chung-hee na presidência, onde ficou até 1979. Ele passou a dar dinheiro para que empresários amigos formassem grandes indústrias.

Esse grupo é chamado de Chaebols 

e é representado em Round 6 pelos Vips - bilionários que têm acesso aos jogos mortais e fazem apostas.

A série mostra o desespero de idosos que seguem trabalhando em condições precárias. Além do famoso 001 - que de pobre não tem nada -, também aparecem na série as mães Seong Gi-Hun e Cho Sang-Woo

Isso aparece porque, na Coreia do Sul, metade dos idosos acima de 65 anos vive abaixo da linha da pobreza, transformando o país no pior neste quesito segundo a OCDE

Round 6 é repleto de jovens desesperançados e não é à toa. Na Coreia do Sul, três a cada quatro jovens querem deixar o país. Eles não acreditam que o estudo pode mudar a condição social.

Pesquisa publicada pelo The Hankyoreh, mostrou que 85% dos jovens sul-coreanos concordaram com a declaração: Pessoas que nasceram pobres nunca serão capazes de competir com pessoas que nasceram ricas.

Em uma cena, a mãe de Seong Gi-Hun está saindo do hospital para trabalhar, mesmo estando muito doente. Ela fala para ele que, se não fizer isso, eles não terão onde morar.

O país vive uma realidade cruel quando o assunto é moradia. Aluguel consome 50% do salário, sendo necessário pagar uma taxa extra mensal, chamada de chonsei, que pode chegar a 60% do valor do aluguel.

O valor fica com o dono do imóvel, que investe e, no final, devolve apenas a quantia inicial, sem correções ou juros. Muitos cidadãos optam por fazer empréstimos bancários para pagar o aluguel.

Arrasta para cima

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