"Eu quero ser tratada nos pronomes femininos"  Linn da Quebrada

LINN DA QUEBRADA

E O PRECONCEITO CONTRA

CONTRA TRANSEXUAIS

Desde que entrou na casa do Big Brother Brasil, a atriz e cantora Linn da Quebrada, de acordo com a equipe da artista

já sofreu cerca de cinco casos de transfobia dentro do reality.

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Estrela negra

Foto: Reprodução/Rede Globo

Mesmo com o pronome “ela” tatuado na testa, a participante tem sido chamada no masculino por outros jogadores. Eslovênia, por exemplo, a chamou de “ele” e foi corrigida no mesmo momento por Linn.

Diamante pontilhado
Anéis

Foto: Reprodução/Rede Globo

Naiara Azevedo tentou diminuir a luta de Linn da Quebrada e disse que Lina.

“não chegou ao reality como mulher nem como trans, mas que chegou como gente” e foi corrigida pela sister, que disse que chegou sim como travesti.

Foto: Reprodução/Rede Globo

Os participantes Eliezer e Rodrigo também se referiram a mulheres trans de forma pejorativa.

Linha ondulada amarela

A sister Lais enviou um torpedo anônimo perguntando a Linn se ela estava ‘solteiro’.

Mas diariamente, a todo instante, mulheres e homens trans  sofrem preconceito

Esses foram alguns dos casos que aconteceram nos primeiros dias da casa mais vigiada do país.

e são assassinados no país.

Em 2019, a homotransfobia foi equiparada ao crime de racismo na Lei n° 7.716/1989 pelo Supremo Tribunal Federal (STF),

no entanto, os índices de crimes contra mulheres e homens trans ainda é crescente.

De acordo com um boletim da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgado em julho de 2021,

no primeiro semestre de 2021 foram registrados 89 mortes de pessoas trans no Brasil.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Foram 80 assassinatos e nove suicídios

e 27 violações dos direitos humanos.

No mesmo período foram 33 tentativas de assassinatos

Ainda segundo dados da Antra, 2020 foi o ano com maior índice de assassinatos contra travestis e mulheres trans desde 2017.

Ao todo, foram 175 vidas que foram vítimas fatais do preconceito.

Sublinhado rabiscado branco

Foto: DRT/BA

De 2017 até 2021, a média móvel de casos por semestre é de

84 casos

cerca de

14 assassinatos por mês.

No primeiro semestre de 2021

Linha branca

a média mensal foi de

13,3 casos

Sublinhado rabiscado branco

Entre 2008 a 2021, a cada

10 assassinatos contra pessoas  trans no mundo,

quatro acontecem no Brasil

Linha branca

No mesmo período,

4.042 assassinatos foram registrados

e 1.645 ocorreram no Brasil.

Dados da Transgender Europe (TGEU)

Segundo um ranking feito pela Transgender Europe (TGEU), o Brasil é,

pelo 13° ano consecutivo

o lugar mais perigoso para uma pessoa transsexual viver.

“O ciclo de violência que afeta travestis e mulheres trans se assemelha na medida em que a morte é o ponto final de uma série de violações anteriores”.

- Antra, 2021.

Erick Mota / Wanessa Alves

Roteiro

Edição

Gabriel França

Seta

FONTE

Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e Transgender Europe (TGEU)