Os horrores das Guerras Mundiais

A invasão da Rússia à Ucrânia anuncia uma possível grande guerra. Relembre o que as duas Guerras Mundiais anteriores custaram para a humanidade.

Em junho de 1914, a Primeira Guerra Mundial foi deflagrada como consequência de uma série de disputas imperialistas, nacionalismos, alianças militares e corrida armamentista.

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O estopim da guerra foi a visita do herdeiro do trono austríaco, Francisco Ferdinando, a Sarajevo, capital da Bósnia. Esse fato provocou grupos na Sérvia e na Bósnia, que assassinaram o arquiduque.

Kevin Schmid

Com a criação de novos tipos de artilharia, munições e tanques, os exércitos da Alemanha, França e Reino Unido agiram inicialmente no ataque direto. Mas o poder de fogo impedia o avanço dos soldados.

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Para se protegerem da artilharia adversária, soldados alemães cavaram duas linhas de trincheiras de cerca de 700km para separá-los dos exércitos franceses e britânicos.

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"As trincheiras eram covas compridas e estreitas, com dois metros de profundidade. Todas tinham uma espécie de parapeito para observação do exército adversário e escadas para alcançar o solo e atacar.

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Os soldados praticamente não se deslocavam e passavam dias mergulhados na lama das trincheiras, ao lado de ratos, piolhos, excrementos e cadáveres em decomposição dos demais aliados.

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Por três anos e meio, a guerra teve poucos avanços. Em 1915, o "pai da guerra química" Fritz Haber introduziu bombas de gases tóxicos no ataque do exército alemão.

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O ataque com gás clorídrico em Ypres, na Bélgica, matou cerca de 5.000 soldados franceses, ingleses, britânicos e também alemães, pois o gás se espalhava conforme a direção que os ventos sopravam no momento.

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Com o tempo, os britânicos aprimoraram suas armas de gás clorídrico e superaram os alemães. Em setembro de 1915, o exército do Reino Unido atacou os alemães de surpresa em Lille, no norte da França.

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O saldo de destruição da Primeira Guerra Mundial inclui cerca de 90 mil mortos por 124 mil toneladas de agentes tóxicos. Ao todo, foram 9,45 milhões de mortos e 27 milhões de feridos e mutilados.

mortos por gases tóxicos 

90 mil

toneladas de  agentes tóxicos 

124 mil

total de soldados mortos

9,5 milhões

total de feridos e mutilados

27 MILHÕES

Comparando o total de mortos com as baixas por gases tóxicos, fica claro que as armas químicas não ajudaram nenhum dos lados a ganhar a guerra. Porém, abriram um precedente perigoso, que ameaça o mundo.

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Um dos soldados gravemente feridos por armas químicas em 1917 foi Adolf Hitler. Com as diversas sanções impostas à Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, Hitler estimulou o revanchismo alemão.

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Em 1936, a Alemanha se uniu à Itália fascista de Mussolini. No mesmo ano, aliou-se com Espanha e Japão, para frear o avanço soviético na Ásia. Em 1939, assinou o pacto de não agressão com a União Soviética.

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Pautada na Teoria do Espaço Vital, a Alemanha invadiu a Polônia em 1939, para recuperar as terras perdidas após a Primeira Guerra Mundial. Essa foi a primeira blitzkrieg, ou guerra-relâmpago alemã.

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As primeiras vítimas do nazismo alemão foram poloneses, soviéticos, ciganos e prisioneiros de guerra. Eles foram mortos durante conflitos diretos, em campos de concentração ou em câmaras de gás.

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Em 1940, formou-se dois grupos: o Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e os Aliados (Reino Unido, França e Estados Unidos), após o ataque japonês à base de Pearl Harbor, em 1941.

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Em junho de 1941, Hitler invadiu a União Soviética. As tropas nazistas chegaram perto de Stalingrado, mas foram derrotadas pelo Exército Vermelho e o inverno russo em novembro do mesmo ano.

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Em 1942, o campo de concentração de Auschwitz focou na destruição em massa dos judeus, dos quais morreram 1,1 milhão por asfixia em câmaras de gás. Outros foram dissecados em experimentos médicos.

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Além disso, os presos eram humilhados pelos alemães e rotulados de maneira preconceituosa nos uniformes: “motivo político” era um triângulo vermelho, e “homossexual”, um rosa.

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Além de conquistar territórios, o partido nazista tinha o objetivo de "purificar" a Alemanha. Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos em campos de extermínio na Alemanha e na Polônia.

judeus mortos no holocausto 

6 milhões

Tengyart

Após o suicídio de Hitler e a rendição dos nazistas, em 1945, muitos alemães envolvidos no Holocausto foram presos e julgados por nove meses pelo Tribunal Militar Internacional de Nuremberg.

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O Tribunal condenou alguns nazistas à morte por enforcamento, como o chefe da Força Aérea Hermann Göring, e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joachim von Ribbentrop.

Vicente Camarasa

Outros receberam penas como prisão perpétua, como o vice-líder do partido nazista Rudolf Hess, e o comandante  da Marinha alemã,  Erich Raeder.

Vicente Camarasa

Em 1934, alguns judeus escaparam do Holocausto com a ajuda de Aracy de Carvalho, chefe da emissão de passaportes no consulado brasileiro de Hamburgo.

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Aracy desafiou o governo Vargas, que via a Alemanha como aliada. De forma discreta, os passaportes dos imigrantes judeus eram marcados com um "J", e eles eram proibidos de entrar no Brasil.

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Por isso, Aracy emitia passaportes sem o “J” e falsificava documentos, dando aos judeus o direito de “voltar ao Brasil”. Sua história é contada na minissérie "Passaporte para Liberdade", da GloboPlay.

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créditos

reportagem

Letícia Fortes

Seta

FONTE

Arquivo Nacional do Brasil