Saiba como é o processo de reciclagem de lixo eletrônico

Em 2016, o Brasil produziu cerca de 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico. Essa quantidade é o equivalente a quatro mil e quinhentas Torres Eiffel.

Mas afinal

você sabe o que é lixo eletrônico?

Sabe aquele seu fone de ouvido que parou de funcionar? Aquele computador ou telefone celular que você não usa mais; as pilhas do controle remoto que não têm mais utilidade?

Pois é, isso é lixo eletrônico.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Foto: Emerson Ferraz/GPE/Secom

De acordo com a pesquisa Resíduos Eletrônicos no Brasil, apenas em 2019 foram descartadas mais de 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico no país, tornando o Brasil o quinto maior produtor desse tipo de resíduo.

Desse total,  apenas 3% foram reciclados.

Fonte: Pesquisa Resíduos Eletrônicos. 2021. Radar Pesquisas e Green Eletron

87% dos entrevistados afirmaram que já ouviram falar sobre o assunto, mas não sabem o que é lixo eletrônico.

Foto: Marcelo Casal Junior/Agência Brasil

33% acreditam que o termo lixo eletrônico está relacionado ao meio digital, como spam, e-mails, fotos ou arquivos.

10% acham que é apenas o que sobra dos produtos (como sucatas) ou o local onde o descarte é feito.

Além disso, 75% afirmaram que não sabiam que materiais eletrônicos podem ser reciclados, se descartados da forma certa.

Em 2010, foi sancionada a Lei n° 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com o objetivo de criar normas mais rigorosas para a destinação de lixos no Brasil.

O descarte errado de televisões, câmeras e TVs, por exemplo, pode liberar no meio ambiente substâncias extremamente tóxicas, como chumbo, mercúrio e cádmio,  que contaminam o solo e as águas.

Para viabilizar esse processo de coleta e destinação correta dos lixos eletrônicos, surgiram algumas organizações sem fins lucrativos especializadas nesse processo, como a Abree.

Segundo o presidente da Abree, Sergio de Carvalho Mauricio, a Associação atua em parceria com outras entidades habilitadas e licenciadas para fazerem todo o processo de coleta e destinação final dos resíduos eletrônicos

“Após a retirada dos produtos nos pontos de coleta, os parceiros da ABREE encaminham para uma espécie de fábrica, que realiza a desmontagem do produto - chamada de manufatura reversa”.

Foto: Abree

“Esse processo é realizado de forma segura e de acordo com a legislação ambiental e de segurança de trabalho para separação dos materiais e envio para a reciclagem”.

Sergio de Carvalho Mauricio, presidente da Abree.

A destinação adequada do lixo eletrônico:

1. Após a coleta, os produtos são enviados para centrais de consolidação e triagem.

2. Dependendo da condição dos produtos eles podem seguir as seguintes destinações:

Tratamento

Algumas substâncias presentes em peças de eletroeletrônicos e eletrodomésticos necessitam de tratamento especial para garantir que não haja riscos à saúde, segurança e meio ambiente. Elas são enviadas a locais de tratamento.

Reciclagem

Após o tratamento, os resíduos poderão ser transformados em matéria-prima para serem inseridos em novos processos industriais, como por exemplo, a reinserção do plástico para a indústria de baldes.

Os materiais que não podem ser reciclados, mas permitem o aproveitamento energético, seguem para o coprocessamento, contribuindo para a redução no uso de combustíveis fósseis.

Coprocessamento

Aterro sanitário

Os demais materiais que não passam nos processos anteriores são destinados aos aterros sanitários.

Agora que você já sabe o que são lixos eletrônicos, pode dar um destino correto aos materiais que não usa mais. Para saber quais são os pontos de coleta mais próximo de você acesse: abree.org.br

Regra dos Terços

Reportagem

Edição

Gabriel França

Seta