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WITZEL PEDE SEGREDO DE JUSTIÇA PARA REVELAR “FATOS GRAVES” ENVOLVENDO O NOME DE BOLSONARO NO CASO MARIELLE

WITZEL PEDE SEGREDO DE JUSTIÇA PARA REVELAR “FATOS GRAVES” ENVOLVENDO O NOME DE BOLSONARO NO CASO MARIELLE
FOTO: Wallace Martins / Futura Press

A sessão tumultuada da CPI da Covid está indo além da pauta pandemia, tocando feridas muito sensíveis do governo Bolsonaro. Exemplo claro é o caso Marielle Franco. O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), depoente desta quarta-feira (16), discutiu com Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), chamando o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de mimado e mal educado, ironizando o fato de não ser “porteiro” para ser intimado pelo parlamentar.

FOTO: Wallace Martins / Futura Press

Essa referência é clara ao caso do assassinato de Marielle Franco, que há 3 anos está sem respostas concretas de quem teria sido o mandante do crime em que ela e o motorista, Anderson Pedro Gomes , no dia 14 de março de 2018, foram assassinatos a tiros, disparados por uma metralhadora 9mm, no Rio de Janeiro. O porteiro do condomínio do presidente Bolsonaro depôs, inicialmente, afirmando que os assassinos da ex-vereadora teriam ido à casa do presidente da República, mas depois mudou sua versão.

“Senador, o senhor pode ficar tranquilo que eu não sou porteiro. Não vai me intimidar, não. Mas, senador Flávio Bolsonaro, vossa excelência é contumaz ao dar declarações atacando o Poder Judiciário, especialmente o juiz Flávio Itabaiana.”, declarou Witzel, logo depois de chamar Flávio Bolsonaro de “mimado” e mal educado.

Posteriormente, o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, questionou Witzel se o ex-governador teria comunicado Bolsonaro sobre o processo da Polícia Civil em que o porteiro citava o nome do presidente. Witzel afirmou que “eu só posso responder se a CPI adotar o procedimento de segredo de justiça, porque os fatos são graves”, declarou.

Mais cedo, Witzel afirmou que sofre perseguição política do governo federal e que seu processo de impeachment teve começo graças ao andamento das investigações da morte da vereadora Marielle. 

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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